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A CIÊNCIA DO ANTAHKARANA


Invocação e Evocação (continuação do item 4 das Seis Etapas da Construção)

Estas duas palavras descrevem aquele algo maravilhoso - emanação, apelo inaudível, inerente anseio pela luz - inato em todas as formas, o qual produz interação e relacionamento e que é a causa de todo progresso ou avanço ao longo do caminho de uma consciência em expansão e uma penetração na luz. Isto é verdade quanto à planta saindo da escuridão da terra para a luz do sol; à criança que, sob o impulso da vida, livra-se do útero de sua mãe; ao ser humano abrindo seu caminho para reinos de maior conhecimento e útil vida física; ao aspirante esforçando-se para sair da Câmara do Aprendizado e entrar na Câmara da Sabedoria; ao discípulo penetrando no reino da luz e vida da alma; ao iniciado passando de grau em grau na Hierarquia da Libertação; ao Cristo avançando para a Câmara do Conselho de Shamballa; e ao propósito do Senhor do Mundo realizando aqueles processos que O conduzirão a reinos da vida divina, da qual nem mesmo o mais alto iniciado de nosso planeta tem qualquer ideia. Tudo acontece como parte de um grande sistema de invocação e evocação, de apelo e resposta, e todos são característicos do "modo de Vida" que governa toda a graduada hierarquia de Ser no nosso planeta.

Este impulso evolutivo para diante ao longo do Caminho Iluminado, da escuridão para a luz, do irreal para o real, e da morte para a imortalidade, é um anseio inerente a todas as formas. Constitui uma das mais sutis e menos compreendidas leis do universo, estando relacionado com o princípio da Vida, do qual ainda nada sabemos; ela subjaz à Lei da Evolução assim como à Lei do Carma e é, na realidade, a Lei do Propósito da Vida do Logos Planetário; é uma expressão de Sua dinâmica intenção enquanto força toda substância em manifestação e no tempo e espaço a agir e reagir em conformidade com Sua Vontade. Ele assim capacita Sua forma - o planeta que é composto de todos os sete reinos da natureza - a expressar a intenção logoica pela "duração da Grande Respiração". Tempo e espaço são os dois aspectos desta respiração. Ela afeta o pequenino átomo e o mais excelso Ser dentro da esfera de Sua consciência e de Sua vida; ela afeta os reinos subumanos, os quais disso não têm consciência, e, em relação a eles, é às vezes chamada como "a Lei da Vida do Sol". A família humana, depois de alcançado o estágio de integração da personalidade, reage com crescente consciência do propósito divino. Uma vez construído o antahkarana, e feitas as iniciações superiores, o iniciado então coopera com esse propósito com plena compreensão e intenção. Ele não mais apenas reage aos seus próprios anseios interiores, que o forçam a invocar sempre o aspecto superior da vida e da consciência que ele sente estar à sua frente. Ele agora sabe. Ele vê; ele participa do Plano; ele coloca-se em relação com a Intenção divina por meio da compreensão da doutrina ou Ciência da Tensão; ele faz sua a Intenção divina até onde pode apreendê-la. Esta interação recíproca produz a mutabilidade da forma e a imutabilidade da natureza divina que distingue aquelas Consciências liberadas que Se libertaram da prisão da forma.

Em outra obra, eu disse que "A definição de religião, que no futuro provará ser de maior exatidão do que qualquer outra formulada pelos teólogos, pode ser expressa como segue:

Religião é o nome dado ao apelo invocativo da humanidade e a resposta evocativa da vida maior a esse grito.

É, de fato, o reconhecimento pela parte de sua relação com o Todo, além de uma demanda constantemente crescente por maior percepção dessa relação; ela suscita o reconhecimento do Todo de que a demanda foi feita. É o impacto da vibração da humanidade - orientada especificamente para a Grande Vida da qual ele se sente uma parte - sobre aquela Vida, e o impacto responsivo daquele "Amor todo abrangente" sobre a vibração menor. Somente agora é que o impacto da vibração humana pode ser tenuemente sentida em Shamballa; até aqui, sua mais potente atividade chegava somente até à Hierarquia. Religião, a ciência da invocação e evocação no que toca a humanidade, é a abordagem (na próxima Era) de uma humanidade mentalmente polarizada. No passado, a religião teve um apelo inteiramente emocional. E dizia respeito à relação do individuo com o mundo da realidade, do aspirante em busca da divindade. Sua técnica foi o processo de qualificar-se para a revelação dessa divindade, de alcançar a perfeição que garantiria essa revelação, e de desenvolver uma sensibilidade e uma resposta amorosa a esse Homem ideal, sintetizado, para a humanidade dos dias atuais, no Cristo.

Cristo veio para encerrar o ciclo desta abordagem emocional que tem existido desde os dias atlantes; Ele demonstrou em Si Mesmo a perfeição visionada e então apresentou à humanidade um exemplo - em plena manifestação - de cada possibilidade latente no homem até àquela época. Alcançar a perfeição da consciência do Cristo tornou-se a meta enfatizada da humanidade.

A atividade de todos os anteriores Mestres e Filhos de Deus tornou-se apenas a apresentação dos vários aspectos de uma perfeição divina que o Cristo resumiu em Si Mesmo. Porém, Ele fez mais do que apenas isso. Tivesse isto sido tudo que Ele realizou, Ele teria apresentado à humanidade uma realização estática, uma culminação de perfeição tal como o status evolutivo do homem requeria; Ele nos teria dado, de fato, uma Figura de desenvolvimento muito grande, mas ao mesmo tempo, interrompido. Isto, é claro, era impossível, mas a religião que Ele fundou nunca reconheceu este fato ou considerou o que estava além do Cristo, qual era a natureza de Sua base subjetiva e qual o ponto de Sua realização, e se Ele ainda teria outras possibilidades. Esta foi talvez uma omissão inevitável devido ao fato de que a ideia da evolução foi desconhecida até relativamente bem mais tarde na consciência humana. A religião ortodoxa tem estado preocupada com uma abordagem emocional e aspiracional a esta Figura de Perfeição e não olhou além da Figura para a Realidade que Ela representa. O Próprio Cristo previu isto como uma possibilidade, e procurou torná-la óbvia quando Ele disse a Seus discípulos que eles poderiam fazer "coisas maiores" do que ele fizera, porque Ele estava indo "para o Pai". Com estas palavras, Ele apontava para Aquele Que era responsável pelo Seu Ser, e para o Caminho da Evolução Superior - um assunto que jamais foi abordado satisfatoriamente pela Igreja. Com aquelas palavras, Ele indicava um estado de ser que Ele jamais demonstrara na Terra, devido à falta de preparo do homem, e devido também ao fato de que Ele Próprio estava somente "no Seu Caminho".

O Caminho da Evolução Superior também tem suas duas fases como no Caminho Iluminado. Nas etapas iniciais do desenvolvimento da consciência crística na realização da terceira iniciação, a Transfiguração, o aspirante e o discípulo iniciado passam pela primeira parte do Caminho do Discipulado. Ao trilhar o Caminho da Evolução Superior (para o qual somente temos por enquanto este incômodo nome) o discípulo iniciado segue o Caminho do Antahkarana e o Caminho das Iniciações Superiores. Ao dizer isto, quero lembrá-lhes mais uma vez, que a terceira iniciação é considerada pela Hierarquia a primeira grande iniciação, enquanto que as duas iniciações anteriores são consideradas de natureza somente preparatória. O treinamento dado em preparação para elas, e as consequentes expansões de consciência, revelam ao iniciado a natureza da alma, o alcance (vasto e universal) da consciência divina, e sua relação com o Pai, a Mônada. Elas o capacitam a tornar-se a alma em manifestação a tal ponto que sua percepção é definida e inalteravelmente a da alma. Na quarta iniciação, o corpo-alma, o veículo causal, não mais é necessário, e então desaparece, dissipa-se, e é inteiramente destruído, deixando assim livre o iniciado para percorrer o Caminho da Iniciação Superior e para seguir as pegadas do Cristo. Ele foi o primeiro de nossa humanidade planetária a abrir caminho para as esferas superiores de revelação.

Quero lembrar-lhes que, durante esta etapa da evolução humana, todas estas fases existem simultaneamente; isto é grandemente responsável pelas relativas diferenças e dificuldades que caracterizam todas as religiões do mundo e todos os relacionamentos. As massas necessitam do apelo emocional, e sua meta - um tanto quanto à frente - é a consciência da alma e o controle da alma. É o caminho místico e o caminho das primeiras e preparatórias etapas da ciência da Invocação e Evocação. É o método a ser seguido pela média da humanidade atualmente, porque os homens são grandemente atlantes em sua abordagem e natureza. Eles precisam aprender a trilhar o Caminho tornando-se eles mesmos o Caminho, e deste modo desenvolver o mecanismo e as capacidades que são inerentes à Mente divina, a qual "tece o fio de luz conectora e relaciona todos os seres dentro do círculo-não-se-passa a Si mesmo".

Ao tornar-se o Caminho, simbolicamente falando, e por um processo de reorientação, o aspirante que está procurando trilhar o Caminho Iluminado da purificação e do discipulado alcança um ponto onde aquela luz e aquele caminho o conduzem a uma meta específica. Então, aquela luz que ele gerou de dentro de si mesmo, e está rapidamente aprendendo a usar, revela-lhe o Caminho da Evolução Superior, o fato de uma meta adiante ainda maior - chamada pelo Cristo "a Casa do Pai".

Na quarta iniciação, ele toma consciência, pela primeira vez em sua experiência, que há um hiato ou lacuna separando-o de seu distante alvo. Isto constitui a principal parte da agonia na Cruz. Houve uma fusão de agonias nesse momento supremo, se posso tentar expressar o que ocorreu. O Mestre Jesus, já crucificado, sentiu a necessidade humana e renunciou à Sua própria vida e deu tudo de Si (novamente falando simbolicamente) para atender a essa necessidade. O Cristo, nesse momento eclipsando Seu grande Discípulo, também passou simultaneamente por uma grande experiência iniciatória. A agonia de Sua ânsia por revelação e maior iluminação (para aumentar seu equipamento como Salvador Mundial) revelou-Lhe as novas possibilidades, das quais - quando com elas levemente confrontado no jardim de Gethsemane e depois na Cruz - toda a Sua natureza se esquivou.

Grande como é este mistério para vocês, e impossível para vocês compreender de quê eu falo, é, contudo, sábio estabelecer em suas consciências o fato de que, na iniciação da Crucificação, o Mestre Jesus recebeu a quarta iniciação e o Cristo recebeu a sexta iniciação. O Mestre Jesus alcançou a experiência culminante do Caminho Iluminado, enquanto que o Cristo fez aquele esforço final que Lhe permitiu completar plenamente e atravessar a "ponte do arco-íris" e "ir para o Pai", conforme disse aos Seus discípulos, avançando assim para a primeira etapa do Caminho da Evolução Superior.

O ponto prático para ser lembrado pelos aspirantes e discípulos é que a Ciência da Invocação e Evocação entrou em uma nova fase quando o Cristo veio e Se apresentou diante da humanidade. Ele então deu o ensinamento que resumia todo o passado e indicava os novos aspectos do futuro ensinamento. Ele abriu a porta, até então fechada, para o Caminho da Evolução Superior, assim como o Buda epitomizou em Si Mesmo as conquistas espirituais do Caminho Iluminado e a consecução de todo o conhecimento e sabedoria. O Cristo, ao abrir esta "porta maior que está além da porta menor", ancorou - se posso expressá-lo tão inadequadamente - a Vontade de Deus na Terra, particularmente em relação à consciência dos homens. Ele levou toda a Ciência da Invocação e Evocação para o plano mental e tornou possível uma nova aproximação à divindade. É difícil dar-lhes um símbolo que possa esclarecer este assunto em suas mentes. Mas, este aqui dado pode trazer algum esclarecimento.

É preciso lembrar que a inteligência e o amor estavam presentes na Terra, a primeira em maior grau do que o segundo, e que a tarefa de todos os grandes Salvadores Mundiais (emergindo do Lugar Sagrado, do ilimitado passado até a época atual) tem sido a de ancorar, organizar e implementar esses aspectos divinos, energias e atributos e de promover seu desenvolvimento dentro do corpo do Logos planetário. Eles também, de quando em vez, demonstram à humanidade, quando de Seu período de aparecimento, o ponto naquele desenvolvimento que terá de ser alcançado. Estes Representantes da Divindade têm sido de todas as categorias, graus e pontos diferentes de desenvolvimento espiritual. Eles têm sido escolhidos por Sua aptidão para responder à invocação, para manifestar certas qualidades divinas, e para atrair ao Seu redor aqueles que tivessem latentes as mesmas divinas qualidades, e que pudessem, portanto, facilitar o ensinamento que o Salvador Mundial veio dar, e traduzir em equivalências humanas tanto quanto possível da divina inspiração. Muitos deles já foram esquecidos embora Seu trabalho tenha tido sucesso. Outros foram transformados em mitos pela faculdade do homem de criar pensamentos-forma, mas Seu trabalho é por isso ainda lembrado, e disto monumentos e tradições dão testemunho. Os Grandes Filhos de Deus possuíram uma potência e um amor pela humanidade que, mesmo ao fim de muitos séculos, evoca a atenção da humanidade e condiciona ainda agora as reações das pessoas.

Vyasa - O Vyasa original, Que foi a Grande Individualidade evocada pela invocação dos primitivos homens-animais, é ainda mais do que apenas um nome, muito embora Ele tenha partido deste nosso esquema planetário há milhões de anos. Ele abriu uma porta para o reino humano através de Sua resposta ao reino animal em suas fileiras invocativas superiores. Seu trabalho resultou no processo conhecido como individualização. Ao longo das eras, estes Filhos de Deus têm vindo evocados pela invocação humana. Por sua vez, Eles têm evocado certos aspectos da natureza divina, profundamente oculta na humanidade (todos relacionados até aqui com a consciência e a sensibilidade de resposta da parte ao Todo. Finalmente, Hércules apareceu e abriu a porta para o Caminho do Discipulado, estando seu trabalho preservado para nós nos Doze Trabalhos de Hércules, os quais resumem os vários testes a que todos os discípulos estão sujeitos antes das várias iniciações. Shri Krishna veio e abriu a porta através da qual a humanidade podia passar para a Segunda Iniciação. O Buda, uma Figura ainda maior, Aquele Que é conhecido como O Iluminado, apareceu também e demonstrou para a humanidade a natureza do Caminho Iluminado, suas revelações e seus efeitos na consciência. Ele representou para nós as supremas realizações do caminho místico. Então veio o Cristo e realizou um trabalho triplo:

1. Ele abriu a porta para a terceira iniciação.

2. Ele ancorou na Terra "a Vontade de Deus na matriz do amor" (como é esotericamente chamado).

3. Ele indiciou o caminho através do "buraco da agulha" que dá entrada para a passagem através da Pirâmide (o símbolo da Tríade Espiritual neste caso - A. A. B.) que leva ao Caminho que termina em Shamballa.

Seu trabalho foi de natureza consumadora; Ele demonstrou em Si Mesmo dois aspectos divinos, assim dando "formato e substância ao amor". Isto tinha sido sequencialmente adotado por vários Salvadores Mundiais menores, dos Quais Krishna foi o maior.

O Cristo completou o trabalho do Buda manifestando em sua plenitude a natureza do amor, permitindo assim a plena expressão do amor-sabedoria em seu aspecto dual - o aspecto demonstrado pelo Buda e o outro pelo Cristo. Mas, Seu maior trabalho ainda não foi enfatizado nos mundos do pensamento e da religião - a revelação do Caminho da Evolução Superior. Isto impõe o trazer da pura vontade divina e o relacionar da Hierarquia espiritual com o grande Conselho em Shamballa. Será aparente, portanto, que Ele foi o primeiro a trazer - etapa por etapa - a completa revelação da humanidade para a Hierarquia e da Hierarquia para Shamballa. Ele fez isto em virtude de um antahkarana completamente construído e terminado, e assim Ele facilitou o trabalho de todos os futuros aspirantes e discípulos. Ele tornou possível seu progresso sem impedimentos, no que tange à abertura de cada etapa do antahkarana planetário. Ele apresentou o "primeiro fio de substância viva, irradiado pelo amor, inteligentemente tecido e energizado pela vontade" que qualquer ser humano de nossa humanidade terrena tivesse entrelaçado com o antahkarana planetário. Aqui está o segredo da sexta iniciação, a qual ainda não recebeu a atenção do ocultista.

Aqui está uma nota culminante: o esquema evolucionário todo está baseado numa série de ascensões. Estas ascensões são o resultado de um processo, uma técnica, um método (escolham a palavra que quiserem) de invocação por um indivíduo, grupo ou reino menores e a evocação daquele que é maior, mais inclusivo e mais iluminado. Isto é verdade, quer diga respeito a um aspirante isolado no Caminho ou a todo um reino na natureza. Os maiores dos encarnados Filhos de Deus são necessariamente Aqueles Que podem incluir reinos inteiros ou estados de divino Ser em Suas consciências. Aqui está a chave quanto a porque a invocação por um grupo que "permanece com a mesma intenção" assim tem feito inúmeras vezes na nossa história planetária, trazendo Aquele Que pudesse responder à necessidade expressa pela invocação, num "meio de escape" e incorporou em Si Mesmo a visão ou meta requerida.

Vocês notarão aqui que eu trouxe o ensinamento, antes dado sobre o assunto, para o reino do todo. Previamente, eu tratei do processo quando aplicado ao discípulo invocando sua alma; depois, levei o conceito mais adiante, e consideramos o discípulo invocando seu Pai no Céu, a Mônada. Agora, tocamos brevemente na humanidade como um todo, permanecendo num grande ponto de invocação onde todo o reino humano está envolvido. Desse modo, vocês têm as três etapas finais dentre as seis grandes etapas no processo que estamos considerando: Invocação, conduzindo à Evocação, à Revelação (na Quinta iniciação) e à Decisão (na Sexta iniciação).

Resumindo: nós trouxemos nosso estudo dos aspectos esotéricos do desenvolvimento mental a um ponto onde erguemos o homem espiritual todo a reinos que não pertencem à alma nem à personalidade; eles são aqueles que fazem do homem espiritual uma parte integrante da experiência monádica. Estamos, por conseguinte, lidando definitivamente com a experiência iniciatória. Já foi enfatizado que a personalidade permanece como um instrumento ou veículo de expressão para a alma una universal em seus múltiplos aspectos no plano físico; que a alma per se perde-se para a consciência no mar da realização universal, foi tornado claro; que o estado de ser que o iniciado alcançou agora, como resultado das seis etapas de construção consciente do antahkarana, foi detalhado; porém, eu destaquei em relação a isto que aquilo que transpirou está além daquilo que nós chamamos consciência, sendo consequentemente indefinível pelo intelecto humano. Tratamos já de certas elevadas etapas de desenvolvimento que permanecem fora do alcance da compreensão humana, a não ser Daqueles Que funcionam nas Câmaras de Shamballa. Quando essas etapas tiverem sido transportadas, então a meta de todos os processos evolucionários terá sido alcançada, no que diz respeito à humanidade. Estes conceitos cobrem nossa apresentação da verdade e de nosso tema até o ponto presente. Mais longe não podemos ir, pois isso seria inútil; nem a constituição humana provaria ser adequada à tarefa imposta.

Nas seções anteriores levei nosso tema ao ponto que leva ao clímax tudo que até agora tem sido dado sobre a mente humana e suas capacidades. Indiquei o método pelo qual a mente, treinada na meditação e, portanto, consciente da alma, pode - através da construção do antahkarana - alcançar alturas e etapas de inclusividade que a introduzirão a certos aspectos da chamada Mente Universal, a Mente de Deus, como é familiarmente chamada. O que eu tenho feito realmente é tratar muito brevemente do modo pelo qual o discípulo ou o iniciado pode, com crescente poder, sintonizar-se com a mente do Logos planetário, Sanat Kumara. Assim como o discípulo pode, quando consciente da alma, sintonizar a mente de seu Mestre, também o iniciado, numa volta mais alta da espiral, pode registrar os pensamentos do divino Ser no Qual todos nós vivemos, nos movemos e temos nossa existência.

Através do desenvolvimento do antahkarana e seu uso científico consciente, o iniciado fica ciente daquilo que transpira na Câmara do Conselho de Shamballa; ele pode então eficientemente começar a trabalhar como um intérprete do aspecto Vontade da divindade. Todavia, todo este tempo temos nos limitado inteiramente à consideração do aspecto mente nas suas três fases no plano mental, e com suas extensões para estados de ser desconhecidos de todos exceto de discípulos e iniciados treinados. Minha intenção assim foi dar uma visão teórica ainda que não prática dos modos de atividade e possíveis estados de ser aos quais vocês podem algum dia aspirar e finalmente alcançar.

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