O Caminho Real
Caminho de Peregrinação de Ouro Preto a
Diamantina
"A vida ou é uma audaciosa aventura, ou é nada."
(Helen Keller)
Uma rota de magia, mistérios e de exuberante
beleza natural no desenrolar do processo histórico de desbravamento e
construção da cultura de parte da nossa história.
Primeiro Dia - De Ouro
Preto a Santa Bárbara (com saída de Belo Horizonte)
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9:30 h
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Encontro do grupo na Praça do Papa (Bairro Mangabeiras).
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Primeiros passos no caminho. Saída de Belo Horizonte, com
destino a Ouro Preto, passando por Itabirito e Cachoeira do
Campo.
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Chega-se ao platô do entroncamento rodoviário e portal de
acesso a Ouro Preto. Região de divisor de águas das bacias do
Rio São Francisco e Rio Doce. É bom registrar que daqui até
Diamantina, no sentido norte, percorre-se as fraldas
leste/nordeste do complexo da Serra do Espinhaço, sempre com o
divisor de águas desses rios, e depois, já na virada da
região de Milho Verde, também com águas do Rio
Jequitinhonha.
Avista-se parte de Ouro Preto e o majestoso Pico do
Itacolomi, marco geográfico com feições culturais e
históricas, testemunha ocular e atalaia silencioso do
desenrolar da maior epopeia nacional com Felipe dos Santos e os
Inconfidentes. "A liberdade, ainda que tardia, se apiedou de
mim na minha inércia". (Virgílio,
Écloga, v27)
Embora o estrato da Mata Atlântica domine a paisagem, a
Candeia é vista por toda parte. Essa árvore é importante por
sua conhecida madeira e fornecedora de raro fármaco. (Universidade Federal de Lavras)
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Em minutos chega-se na Praça Tiradentes, diante da esfinge do
Mártir e do Museu da Inconfidência, em Ouro Preto.
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Tudo que se falar sobre Ouro Preto estará aquém da sua
magnitude. Nem o seu Diploma como acervo planetário da
humanidade é capaz de qualificá-la. Mais tarde veremos como
essa urbe, aliada ao grito versejado por Virgílio e abraçado
pelos Inconfidentes, desponta na nossa consciência como marco
inicial do "Caminho Real" que temos de construir e trilhar no
âmago de nós mesmos, rumo ao esplendor do brilho diamantino.
Simbolicamente o "Caminho Real" utiliza a rota da Estrada Real,
ligando Ouro Preto a Diamantina. Para alcançar essa luz, essa
estrela, temos de construir esse caminho interior, sobre o qual
vamos dar os longos e necessários passos rumo ao desvelar de
estados de consciência ainda desconhecidos. É uma caminhada
mística, iniciada a partir do bruxulear obscuro do ouro (que
é preto) até o brilho pleno do diamante que, depois de
burilado e arduamente trabalhado no caminho, brilha em todo o
seu esplendor. Esse é um dos paradoxos da Sabedoria, pois
"antes que alguém possa trilhar o Caminho, precisa tornar-se o
próprio Caminho". É conhecido, embora pouco compreendido, o
ensinamento "Eu Sou o Caminho..." e que somente por intermédio
Dele é possível alcançar a Sabedoria, e segundo Einstein "os
domínios do mistério prometem as mais belas
experiências".
No futuro será estabelecida uma rota natural de
peregrinação entre Ouro Preto e Diamantina.
Da Praça Tiradentes dirige-se para um dos restaurantes da
cidade para o almoço. A variada iguaria regional é fartamente
saboreada. Depois do almoço visita-se o Museu da
Inconfidência, local de reminiscências históricas e
avivamento cultural.
Continuam as visitas a outros pontos históricos como a Matriz
de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias e a Igreja de
São Francisco, ambas, acervos de Aleijadinho. Visita-se a
Feira de Artesanato e a Casa de Tomaz Gonzaga. O mosaico de
escolha é infinito e a beleza de tudo indizível. A mente
fervilha com o ardor histórico da construção da alma de uma
nação ainda jovem.
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Às 15:30 horas deixa-se Ouro Preto pela longa ladeira abaixo
rumo a Mariana. Sem saber porque, brota-se do fundo da alma uma
lembrança doída do poema enviado da prisão pelo inconfidente
Alvarenga Peixoto à sua esposa:
"Bárbara bela, Do Norte estrela,
Que o meu destino Sabes guiar,
De ti ausente Triste somente
As horas passo A suspirar.
Por entre as penhas De incultas brenhas
Cansa-me a vista De te buscar;
Porém não vejo Mais que o desejo,
Sem esperança De te encontrar.
Eu bem queria A noite e o dia
Sempre contigo Poder passar;
Mas orgulhosa Sorte invejosa,
Desta fortuna Me quer privar.
Tu, entre os braços, Ternos abraços
Da filha amada Podes gozar;
Priva-me a estrela De ti e dela,
Busca dous modos De me matar!"
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Dentro de pouco tempo chega-se em Mariana, a primeira vila da
Capitania das Minas Gerais. Uma rápida parada na Praça do
Pelourinho, defronte da Igreja de Nossa Senhora do Carmo,
incendiada em 1999, agora restaurada, e da Igreja de São
Francisco. Apenas fotos.
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Pela estrada MG129 chega-se em Catas Altas (do Mato Dentro),
com parada na Praça da Matriz de Nossa Senhora da Conceição,
e lanche na residência da Dona Cláudia. Desfruta-se de uma
bela visão da Serra do Caraça que emoldura a cidade, tão
antiga quanto qualquer outro local deste roteiro.
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Chega-se em Santa Bárbara já no crepúsculo para uma pernoite
aconchegante.
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Galeria de fotos
Mirante da Pedra: Ponto de
observação.
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Mirante da Pedra: Magnífica vista em
360º
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Pico do Itacolomi: Marco
geográfico
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Ouro Preto: Maior conjunto barroco
conhecido
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Ouro Preto: Museu da Inconfidência.
Reminiscências históricas.
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Ouro Preto: Gostos refinados.
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Ouro Preto: Igreja de São Francisco,
acervo da obra de Aleijadinho.
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Ouro Preto: Beleza, harmonia, bom
gosto.
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Ouro Preto: Feira de Artesanato.
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Mariana: Pelourinho.
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Mariana: Igreja Nossa Senhora do
Carmo.
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Mariana: Câmara Municipal.
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Catas Altas: Capela de N. Senhora do
Carmo
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Catas Altas
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Santa Bárbara: Chegada às
17:45h.
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Santa Bárbara: Antiga Estação
Ferroviária.
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