O Caminho Real
Caminho de Peregrinação de Ouro Preto a
Diamantina
"A vida ou é uma audaciosa aventura, ou é nada."
(Helen Keller)
Uma rota de magia, mistérios e de exuberante
beleza natural no desenrolar do processo histórico de desbravamento e
construção da cultura de parte da nossa história.
Quarto Dia - De Milho
Verde a Diamantina
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Não importa se estão defasados ou não. Os galos são
infalíveis e mais uma vez brindaram com sua cantilena pela
madrugada. O dia amanhece muito luminoso, prometendo uma
jornada alegre e carregada de expectativas. Completando o
caminhar noturno, o caminhante anônimo vai até a borda
adjacente do campo em frente da pousada e depara com uma bela
visão do vale que se estende à sua frente. A sua mente, ainda
harmônica proporcionada pela mansidão noturna, percebe que
duas grandes e dramáticas histórias têm sido conservadas
diante dos olhos dos Homens ao longo do tempo. Na história de
Hércules relata-se o papel do aspirante no Caminho do
Discipulado, onde é retratada, em qualquer época, a natureza
do treinamento e realizações que caracterizam o homem que se
aproxima da libertação, quando definitivamente toma em suas
mãos a natureza inferior e, voluntariamente, submete-a à
disciplina que fará emergir o divino. Nos seus esforços
retratam-se as experiências preparatórias do grande ciclo
final da Iniciação, prontamente respondidas pelo homem que
aspira. Na vida e obra de Jesus, o Cristo, esse radiante e
perfeito Filho de Deus, que “penetrou o véu por nós,
deixando-nos o exemplo para que seguíssemos seus passos”,
temos retratadas as cinco etapas do Caminho da Iniciação, que
são os episódios culminantes para os quais os trabalhos de
Hércules preparam o discípulo. O oráculo falou e, através
dos tempos, se tem ouvido a palavra: “Homem, conhece-te a ti
mesmo.” Este conhecimento é a mais importante realização
no Caminho do Discipulado, e a recompensa de todo o trabalho
realizado.
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O café já está servido quando o caminhante volta ao âmbito
da pousada e alegremente saboreia as iguarias servidas. O
grupo, ainda disperso, está absorto nos preparativos do dia.
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Lentamente, o grupo afina os preparativos para a partida. A
disposição da Dona Margot e da Dona Gaia, proprietárias da
pousada, para a conversação é estimulante à lentidão.
Na mente do caminhante anônimo a interrogação é prontamente
respondida. O discipulado é a etapa final do caminho da
evolução e aquele período na experiência do Homem no qual
ele chega a ser definitivamente autoconsciente. É a etapa na
qual ele, intencionalmente, se compromete a impor a si mesmo a
vontade da alma - que é essencialmente a vontade de Deus -
sobre a natureza inferior. Neste caminho ele submete-se a um
processo forçado, para que a flor da alma possa desabrochar
mais rapidamente. A inevitabilidade da perfeição humana
sustenta sua disposição para entrar no caminho. Esta
perfeição pode ser alcançada de duas maneiras. Pode ser o
resultado do lento e contínuo crescimento evolutivo, levado
avante sob o efeito das leis da natureza, ciclo após ciclo,
até que, gradualmente, o Deus oculto possa ser visto, no homem
e no universo. Ou pode ser o resultado de sistemática
aplicação e disciplina por parte do aspirante, o que produz
um desabrochar mais rápido do poder e vida da alma.
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É hora de partir para Diamantina. O percurso é de muita
beleza, de subidas e descidas íngremes. Estamos no platô da
Serra do Espinhaço, com vales escarpados e talvegues
grandiosos. O complexo rochoso apresenta a singularidade do
mosaico claro/escuro característico da região, refletindo uma
maravilhosa luminosidade nos dias ensolarados. Não demora
muito e chega-se ao vilarejo de São Gonçalo do Rio das
Pedras, onde chama a atenção o calçamento de rua com enormes
pedras brancas.
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Do alto da íngreme escarpa rochosa avista-se o leito do jovem
e revolto Rio Jequitinhonha que passa pelo “canyon”
majestosamente esculpido na rocha. Para-se antes da ponte para
um momento de rara beleza. É uma visão agreste, mas
agradável, majestosa, cativante, empolgante.
A mente do caminhante anônimo aproveita a magia do local e
mostra-lhe alguns importantes enunciados.
“A natureza expressa energias invisíveis através de formas
visíveis”. Por trás do mundo fenomênico objetivo, humano
ou solar, pequeno ou grande, orgânico ou não, estende-se um
mundo subjetivo de forças, o qual é responsável pela forma
externa. Por trás da concha material externa encontra-se um
vasto império da EXISTÊNCIA, e é neste mundo de energias
vivas que tanto a religião quanto a ciência estão agora
penetrando. Todas as coisas externas e tangíveis são
símbolos de forças criativas internas, e é esta ideia que
serve de fundamento a toda simbologia. Um símbolo é uma forma
externa e visível de uma realidade espiritual interna.
“A concepção de uma Deidade oculta jaz no coração de
todas as religiões.” Esta é a realização mística e o
objetivo da busca que a humanidade tem empreendido desde o
início dos tempos. Os expoentes das religiões mundiais
personificam nos seus ensinamentos um aspecto da busca,
aceitando o fato de Deus como premissa básica, e pelo amor,
devoção e adoração de seus corações, provando a realidade
de sua Existência. O testemunho dos místicos de todas as
épocas e raças é tão vasto que agora, por si mesmo,
constitui um corpo de fatos comprovados e não pode ser
contestado.
No transcurso dos tempos têm soado as palavras: “Eu sou
aquele... que desperta o observador silencioso.” Tornou-se
claro para os pesquisadores em todos os campos que no interior
de todas as formas há um impulso para a expressão
inteligente, e uma certa qualidade de vivência a que chamamos
consciência, e que, na família humana, toma a forma de
autoconsciência. Quando verdadeiramente desenvolvida, esta
autoconsciência capacita o homem a descobrir que a Deidade
oculta no universo é de natureza idêntica - embora
muitíssimo superior em grau e consciência - à da Deidade
oculta no seu interior. O homem pode, então, conscientemente
tornar-se o Espectador, o Observador e o Percebedor. Ele não
mais está identificado com o aspecto matéria, mas passa a ser
Aquele que a usa como um meio de expressão.
Então, pode-se compreender o significado que a Deidade
Cósmica pode exclamar: “Ouvi este grande segredo. Embora Eu
esteja acima do nascimento e renascimento, ou Lei, sendo o
Senhor de tudo que existe, pois tudo de mim emana, ainda assim
Eu quero aparecer no meu próprio universo, e nasço, portanto,
por meu Poder, e Pensamento, e Vontade.”
A vista não se cansa de apreciar a beleza agreste do local,
mas...
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A encosta oposta do talvegue é vencida até o topo do vale e
em pouco tempo alcança-se o lugarejo Vau, onde todas as casas
estão fechadas e não se vê ninguém. Ao longo da rua, casas
fechadas, obscuras. Nenhum movimento. Começa então uma longa
subida e aos poucos vai sendo percebido o descortinar de um
cenário de beleza indescritível. Ao alcançar o topo da
serra, é preciso parar para deleite da vista e da alma. Como
pode ser arquitetado e construído um cenário desta
magnitude?
Contemplando a imensidão aberta, o caminhante anônimo se
recorda do Amigo familiar. Mas, onde buscá-Lo, onde
encontrá-Lo? A lembrança das casas fechadas e obscuras muda
sua feição. Um vazio imenso invade o seu ser. Em momentos
anteriores ele retornava triste e cansado. Agora, não. Ele
sabe. Não existe dúvida. Para que o trabalho seja frutífero
é preciso plena serenidade e linearidade. A simpatia que
advém do discernimento intelectual com relação ao trabalho
é fruto direto da tolerância, e a falta desta pode corroer
muitos esforços. O Amigo familiar está mais próximo que se
supõe. Deve-se recordar que a vida e o mundo internos não
são contrários ao externo. Este mundo infeliz e cansado que
tem lutado em vão durante incontáveis épocas para
reconciliar os dois, necessita aprender a grande verdade: o
mundo interno encontra-se dentro do externo, como lâmpada numa
casa escura que ilumina seus aposentos, escadas, corredores e
mobília, e converte a alma, qual fantasma inquieto que
perambula impotente na penumbra e mistério, no feliz morador
que encontra na casa alegria e calor. Chegar até nosso lar
(como naquelas casas que, embora fechadas e parecerem obscuras,
não obstante possuem luz) não significa nos dirigir a algum
lugar, sem levar luz a esses lugares que agora são nossa
morada. Talvez assim iluminados, os reconheçamos como as
mansões da Morada do Pai e, sendo estas muito numerosas,
podemos estar seguros que nelas todos os temperamentos e
caráteres têm o que necessitam e são amorosamente cuidados.
Há lugar para tudo e todos, e não é necessário que
prevaleçam as nossas regras e pontos de vista, exceto nesse
mesquinho domínio que chamamos “eu”, onde os Grandes
Poderes se inclinam ante nossas leis com infinita cortesia e
compreensão, exigindo-nos sempre a elevação de nossos ideais
e que fixemos as estrelas que nos guiarão pelos roteiros
descritos em nossos momentos mais sublimes.
Temos de ser firmes com o eu e indulgentes com os demais.
Cultivar o equilíbrio, ter ampla visão e sentido da
distância, da profundidade e altura, perspicácia para
descobrir internamente o menor indício do mal, observando como
do cume de uma montanha o pequeno montículo do pecado de um
semelhante. Respirar o ar dos elevados cumes e levá-lo conosco
como alento da infinita pureza das "nuvens". Se seu trabalho se
fundamenta sobre princípios como estes, perdurará, e embora
você nunca chegue a compreender a magnitude de sua
realização (melhor assim), épocas futuras o verão e
acenderão seus fogos na tocha que você sustenta na
atualidade.
O Caminho que conduz ao Mestre, é o caminho da imitação:
não existe outro caminho. Jesus disse: "Eu sou o Caminho, a
Verdade e a Vida, ninguém poderá chegar ao Pai se não for
por Meu intermédio". Falou como o Cristo. Somente na medida
que imitamos o Mestre podemos conhecê-lo. De que meios podemos
nos valer para conhecer o que se encontra além do alcance de
nossa consciência? Se Ele parece ser algo abstrato e
indefinido, não será porque habita outro mundo remoto e
totalmente diferente do nosso? Embora seja assim, isso se deve
às nossas limitações. Na realidade Ele vive no mesmo mundo,
vê o mesmo céu, os mesmos campos e flores, só que esse mundo
é muito mais vasto e luminoso. Assim como as pedras, as
plantas e os animais vivem também em nosso mundo, cada um em
seu lugar e nível, mas sem ter nossa consciência, assim
também nós, no mundo do Mestre olhamos e não vemos, tocamos
e não sentimos.
Quando chegarmos a nos despertar suficientemente como para
darmos conta que nos encontramos muito longe numa nuvem de
dissimulações, então perceberemos nossas falhas e
deficiências. Voltaremos nosso rosto e coração para Ele e
entraremos no caminho; então, na medida que adaptamos nossa
mente e atos aos Dele, tratando de segui-Lo como nos indica,
aprenderemos a perceber o roçar de Suas vestes quando volver
diante de nós. Veremos as recentes pegadas de seus passos no
caminho, e o tom de Sua voz nos chegará cada vez mais claro na
medida que a distância se encurta. Buscando, buscando sempre;
adaptando-nos sem perder o entusiasmo - tão intensa é a busca
- é como cresceremos nessa maravilhosa consciência onde
teremos um pequeno recanto, onde ali entraremos em comunhão
com Ele. Ela será, dia a dia, mais profunda, mais forte, mais
plena na medida que o amor, a fé e a obediência nos aproximam
de Seu coração, até não existir um amigo mais íntimo que
Ele, nem comunhão mais completa, nem compreensão mais vívida
e constante. Mas o caminho é o caminho da imitação, no qual
devemos lutar vigorosamente. Só por meio das dissimulações
nos distanciaremos de um amor tão perfeito como o Dele.
Em silêncio, o caminhante anônimo retoma o seu lugar.
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O caminho continua emoldurado pelo cenário. Aos poucos, por
entre as sentinelas de pedras começa a aparecer a auréola que
coroa a encosta onde também brilhou Chica da Silva. Diamantina
é ímpar. Não pode ser qualificada. O seu alvor sustenta o
seu prestígio. Ninguém pode se atrever denominá-la. Mas, a
lembrança do Inconfidente é forte. Ao empreender esta
caminhada iniciada em Ouro Preto, rumo ao esplendor diamantino,
à luz que guia e ilumina, que discerne e esclarece, nada mais
simples chamá-la a Fulgurante Estrela do Norte, que ao destino
tem guiado. O êxtase é sentido fortemente. Naturalmente, mas
de forma contundente, aflora o canto de Arjuna diante do
esplendor da Divindade:
“Perdoa-me que confidentemente,
Eu Te chamasse: Ó Krishna! amigo meu!
Perdoa-me esta leviandade
E a falta de respeito a Ti devido.
Perdoa as faltas minhas cometidas,
Talvez, no gracejar, em companhia,
Ou quando estava só, em pé, no leito,
Parado ou caminhando, em ignorância!
Ó Senhor do Universo! Pai de tudo!
Ó Fonte do Saber! Supremo Mestre!
Não há ninguém que seja igual a Ti.
Tu, infinitamente poderoso!
Humildemente, prostro-me a Teus pés,
Imploro, meu Senhor, Tua clemência.
Oh! sê-me afável, como o pai ao filho,
Como um amigo, ou um amante, ao outro.
Mirando as Tuas grandes maravilhas,
Me extasio, porém temor me invade;
Desejo em outra forma contemplar-Te;
Oh! Mostra-Te, Bondoso, noutro aspecto!”
O manto das pálpebras do caminhante anônimo fecha-se e molha
o seu rosto avermelhado pelo calor do dia que avança
rapidamente. O momento sublime é dignificado pelo silêncio.
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Envolto por uma emoção contagiante, uma mistura de alegria,
bondade, simplicidade, surpresa e uma vontade imensa de gritar,
de chorar, de prostrar no chão selado por pedras e render
glórias infinitas em doxologia ao Poder Infinito de Deus,
rogando-Lhe clemência e bondade, o caminhante anônimo,
juntamente com o grupo, entra na bela Pousada, em Diamantina,
para merecido descanso.
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Reconfortado pelo almoço, de excelente
qualidade, servido no restaurante da pousada, o grupo se
organiza para visitação aos pontos de excelência da cidade.
Fica combinado que o entorno, principalmente Biribiri, será
visitado no dia seguinte pela manhã. Inicia-se, então, uma
deliciosa e alegre turnê recheada de riqueza cultural. Nota-se
por todos os lados um preparativo para o serão, indicando que
a noite é para comemorar qualquer coisa: o luar, o frio, o
calor, a alegria, a chegada, a despedida. Qualquer coisa. |
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Retorna-se à pousada para descanso e novos
preparativos para as promessas da noite. O jantar fica
postergado pra mais tarde. |
Galeria de fotos
São Gonçalo do Rio das Pedras:
lugarejo aconchegante.
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São Gonçalo do Rio das Pedras:
Religiosidade marcante.
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São Gonçalo do Rio das Pedras:
Calçadas com pedras brancas.
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São Gonçalo do Rio das Pedras.
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São Gonçalo do Rio das Pedras: Igreja
Matriz.
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São Gonçalo do Rio das Pedras.
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Rio Jequitinhonha: Ponte sobre o "jovem"
rio, religando dois mundos.
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Rio Jequitinhonha: Construindo caminhos
através da dura realidade da Natureza.
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Rio Jequitinhonha: Vista da
ponte.
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Rio Jequitinhonha: Ponte ligando
Caminhos.
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O caminho a ser conquistado.
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Riachos de águas cristalinas.
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Pontes precárias.
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Natureza incomum.
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Natureza caprichosa.
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Caminho sem fim.
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Formações curiosas.
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No cume da Serra, a
tranquilidade.
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Uma pequena parada...
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Pico do Itambé: Presença
constante.
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Diamantina se aproxima.
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Diamantina.
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Diamantina.
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Diamantina.
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