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Livros de Alice Bailey

Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

Índice Geral das Matérias

Seção Dois - Divisão E - O Movimento no Plano da Mente
I. OBSERCAÇÕES PRELIMINARES
II. A NATUREZA DESTE MOVIMENTO
III. RESULTADOS DE SUA ATIVIDADE
IV. O GIRAR DA RODA
V. O MOVIMENTO E O IMPULSO CONSTRUTOR DAS FORMAS
VI. EFEITOS DO MOVIMENTO SINTÉTICO
III. O Resultado de Sua Atividade
1. A Lei da Expansão
2. A Lei do Retorno Monádico
3. A Lei da Evolução Solar
4. A Lei da Irradiação

III. RESULTADOS DE SUA ATIVIDADE

Podemos estudar estes resultados de quatro modos, considerando cada um deles como uma Lei subsidiária da Lei básica de Atração e Repulsão. Todo e qualquer movimento é, literalmente, o resultado do impacto, ou interação, entre átomos, e não existe em parte alguma, um átomo que escape a esta força. No caso do movimento rotativo, o qual governa a atividade do átomo da substância, o impulso emana do círculo-não-se-passa, e é produzido pelo impacto da carga positiva sobre as cargas negativas. Isto aplica-se a todos os átomos, seja ao átomo cósmico, solar, individual, químico ou qualquer outro.

Quando, porém, o efeito da rotação do átomo é tão forte que começa a afetar outros átomos fora do seu círculo-não-se-passa individual, outra influência começa a fazer-se sentir, a qual reúne, ou dissipa, esses átomos aglutinantes. Assim, são construídas formas, sob o impulso de forças agregadas deste ou aquele tipo, as quais, por sua vez, provocam efeitos em outras formas atômicas coesas, até que o ritmo é iniciado, e uma vibração estabelecida, que é a continuação do movimento rotativo dos átomos individuais, e a modificação neles produzida pela sua atividade grupal. Isto causa progressão e rotação simultaneamente. O movimento para diante é consideravelmente modificado pela atividade atômica interna, e é isto o causador do movimento que chamamos cíclico em espiral. Este movimento manifesta-se em todas as formas como uma tendência para repetir-se, devido à atração retrógrada dos átomos giratórios, a qual é contrabalançada pelo forte impulso progressivo da atividade da forma. Os estudantes podem melhor compreender isto em conexão com:

O Logos planetário, ao manifestar-Se através das rondas, e quando, cada uma delas em suas etapas iniciais, faz a recapitulação do que ocorreu previamente.

O Homem, no período pré-natal, quando percorre as várias etapas do desenvolvimento.

O Homem Espiritual, quando ele cria aquilo que destruirá o “Morador do Umbral."

Esta atividade cíclica em espiral, característica de todas as formas, talvez possa ser compreendida de modo mais prático, se nós a estudarmos como uma expressão de quatro leis, abordando cada uma rapidamente.

1. A Lei da Expansão.

Esta lei da gradual expansão evolutiva da consciência, imanente em todas as formas, é a causa do formato esferoidal de cada vida, em todo o sistema solar. É um fato na natureza que tudo que possui existência habita o interior de uma esfera. (6) O átomo químico é esferoidal; o homem habita uma esfera, assim como o Logos planetário e o Logos solar, sendo esta esfera o formato que a matéria toma quando sua própria atividade interna e a atividade da forma estão trabalhando em conjunto. Para produzir isto são necessários dois tipos de força, a giratória e a cíclica em espiral. Os cientistas estão começando a reconhecer isto e a perceber que é a Lei da Relatividade, ou da relação entre os átomos, a que produz aquilo que chamamos Luz, e que na totalidade de seus fenômenos, constitui essa esfera composta chamada um sistema solar. O movimento das constelações externas à esfera solar é responsável por sua forma, em conjunção com seu próprio movimento giratório no espaço. Quando o comprimento da onda de luz das constelações, e sua relação com o Sol for melhor compreendido, e quando o efeito desses comprimentos de ondas, ou vibrações de luz (que são atrativas ou repulsivas em relação ao Sol) forem compreendidas, muito será revelado. Por enquanto, pouco se sabe a respeito do efeito que essas constelações celestiais (antagônicas ao sistema solar) têm sobre ele, cujas longitudes de onda não serão transmitidas, e cujos raios de luz não atravessarão a periferia solar (se é que posso expressar-me de modo tão pouco científico).

Na Doutrina Secreta, dizem-nos que “os sete Raios solares expandem-se em sete sois e incendeiam todo o cosmos.” (7) É isto que provoca a queima final que anuncia o grande pralaya e põe fim à encarnação logoica. Isto é produzido sob a Lei de Expansão, e causa a mescla e eventual fusão dos sete esquemas planetários sagrados e indica ter sido atingida a meta e perfeição final.

Na literatura ocultista o termo “Lei de Expansão” limita-se à discussão dos sete Raios, e ao tema das iniciações planetárias. Quando se trata das expansões de consciência do ser humano e suas iniciações, nós as agrupamos sob uma segunda lei, a “Lei do Retorno Monádico.”

Os estudantes devem lembrar-se que estamos tratando aqui das expansões de consciência de um Logos planetário por intermédio de:

a. As cadeias.
b. As rondas.
c. Os reinos da natureza.
d. As raças-raízes.

É preciso lembrar que o processo de consciência que Ele está desenvolvendo é o da absoluta vontade e propósito do Logos solar, como a expressão do desejo do Logos cósmico. (8) Portanto, podemos agrupar as expansões da seguinte maneira:

1. O Logos solar expande a Sua consciência para incluir o desejo do Logos cósmico.

2. O Logos planetário expande Sua consciência para estar à altura da vontade e propósito do Logos solar.

3. Os Senhores das Cadeias estão labutando com a consciência do desejo (a natureza do amor) do Logos planetário.

4. As Vidas que dão forma ao globo na cadeia trabalham com a consciência inteligente do Logos planetário.

Podemos desenvolver isto em conexão com um globo numa cadeia (como a nossa cadeia terrestre) da seguinte maneira:

O Senhor do Mundo, o Logos planetário, em encarnação física, dedica-se ao Seu próprio problema - levar à manifestação física no planeta o propósito ou vontade do Logos solar em qualquer esquema em particular. Isto Ele realiza através da meditação.

A totalidade dos Dhyan Chohans do quinto reino, o reino espiritual, ocupa-se em trazer à manifestação ativa, a vontade e propósito do Logos planetário.

A família humana, ou o quarto reino, está procurando tornar manifesto o desejo, ou a natureza amor, do Logos planetário.

Os três reinos subumanos têm por objetivo a manifestação da natureza inteligente do Logos planetário.

Tudo isto se realiza segundo a Lei de Expansão, pelo método da progressão em espirais, crescimento cíclico, repetição giratória, e a síntese de cada espiral maior constitui a expansão da consciência, até incluir o menor ovoide, e a libertação da vida aprisionada na esfera em questão, a qual se funde no todo maior. Quando ardem os fogos da esfera em questão, o “fogo por fricção”, que produz o movimento giratório, e o “fogo solar”, que é a base da atividade cíclica em espiral, mesclam-se e fundem-se. O círculo-não-se-passa da parede que os confina é anulado e uma labareda irrompe.

O Velho Comentário, referindo-se aos planetas, mas que se aplica igual e relativamente ao átomo de substância ou ao átomo solar, disse o seguinte:

1. “A vida pulsa e o polo executa sua função. A esfera gira em muitos ciclos. À medida que gira, pressente as outras esferas, e procura conhecer seus segredos.

2. Elas encontram-se. Procuram maior intimidade, ou repelem com ódio qualquer reprovação. Algumas seguem caminho; outras voltam e casam-se. Conhecem-se. Seguem, de mãos dadas, seu curso em espiral. Através da união, ardem os fogos, os dois tornam-se um, e vivem novamente no seu Filho, que é o Terceiro.”

Através do estudo destas significativas palavras, os estudantes podem aprender alguma coisa a respeito da “afinidade polar”, do “Casamento nos Céus”, da transferência dos germes da vida do planeta masculino atrativo para o receptivo negativo, e finalmente, num período posterior, a absorção da vida dos dois planetas por um terceiro planeta, o qual é ocultamente chamado “o Filho.” Isto refere-se ao planeta sintetizador que forma o ápice do triângulo solar.

Ao resumir o efeito da união do movimento atômico giratório individual e a atividade cíclica em espiral de todos os grupos atômicos, é necessário destacar as seguintes unidades que são afetadas.

O átomo essencial individual. Seu progresso evolutivo para a autodeterminação é produzido pelo efeito de sua atividade grupal, ou pelo movimento da forma modificando sua própria ação inerente.

A forma atômica, igualmente uma unidade atômica, girando sobre seu próprio eixo e influenciada e impelida para o centro de força de um macrocosmos superior pela atividade do reino que o abarca.

O átomo humano, autodeterminado e individual, contudo, progressivamente impelido para diante pela influência de seu grupo, ou pela potente atividade do Homem Celestial em Cujo corpo ele representa a célula.

O átomo planetário, igualmente autodeterminado, composto de todos os grupos planetários, girando sobre seu próprio eixo, contudo em conformidade com a ação cíclica em espiral, induzida pela atividade da esfera maior na qual ele se encontra.

O átomo solar, também uma Vida individualizada, o Filho em encarnação, por intermédio do Sol, perseguindo seu próprio ciclo inato, contudo em espiral cíclica atravessando os céus, e portanto, progredindo, através do efeito produzido pelas Vidas ativas extra cósmicas que, ou o atraem, ou o repelem.

Estes são os principais conjuntos de grupos atômicos, porém há muitas formas intermediárias sobre as quais não é possível ainda tocar. Tudo na natureza afeta aquilo com o qual entra em contato e esses efeitos trabalham como

a. Impulsos atrativos ou repulsivos.
b. Impulsos de retardo ou de aceleração.
c. Impulsos destrutivos ou construtivos.
d. Impulsos desvitalizadores ou estimulantes.
e. Impulsos energizadores ou desintegradores.

Contudo, todos podem expressar-se em termos de força negativa e positiva manifestando-se como atividade giratória ou atividade em espiral. Sob certo ponto de vista, podemos considerar o ciclo menor como pertencendo à atividade giratória de certas formas atômicas, e os ciclos maiores - tão mais difíceis de serem seguidos pelo homem - como relacionados à ação em espiral da Vida que encerra a esfera maior. Cada átomo é parte de um todo maior, e até mesmo o átomo solar não representa uma Vida separada, mas sim um fragmento de uma imensa Existência a qual está fora do alcance do homem entender, e que é apenas vagamente percebida pelo mais avançado Dhyan Chohan.

2. A Lei do Retorno Monádico

É possível estudar aqui a Mônada sob o ponto de vista cíclico e energético, e afastar nossas mentes temporariamente do aspecto de manifestação que chamamos humano, ou homem.

Ao considerar o “Divino Peregrino” podemos estudá-lo como demonstrando-se sob a forma de:

a. Três pontos focais de energia ou força.
b. Três fogos, cada um produzindo um determinado efeito, e cada um, por sua vez, produzindo efeitos sobre os outro dois.

Em relação a um sistema solar, esses três fogos, nos planos cósmicos, são chamados: (9)

1. O sol central espiritual (essencial).
2. O sol (subjetivo), chamado ‘o coração do sol’.
3. O sol físico (objetivo).

E o mesmo conceito pode aplicar-se à manifestação monádica, onde os três centros distinguem-se por três diferentes tipos de energia:

1. Energia monádica dinâmica impulso elétrico fogo puro.
2. Energia egoica magnética impulso irradiador fogo solar.
3. Energia individual pessoal impulso giratório fogo por fricção.

O primeiro produz luz, o segundo, calor, e o terceiro, umidade ou concreção.

Pela interação dos três tipos de força que constituem os três aspectos monádicos, é estabelecido um ritmo que resulta na formação de:

Um círculo-não-se-passa, ou esfera ovoide, na qual o peregrino está confinado, e contém em si própria três centros maiores de força que corresponde aos

a. Três centros logoicos principais, quando se observa o lado subjetivo ou lado força da existência.

b. Três átomos permanentes, se estivermos tratando do aspecto objetivo.

Uma pulsação cíclica, que é a causa de todo impulso evolutivo.

Podemos considerar como três os impulsos evolutivos, seja para o sistema solar ou u’a Mônada.

Há aquele impulso que impele todos os átomos à autodeterminação, e é o segredo do fenômeno chamado individualização, e que é a força chamada Brahma.

Há o impulso que impele o átomo individual à determinação grupal, e constitui o segredo do fenômeno denominado “Iniciação”, ou o processo de passar da Vida humana autodeterminada e individualizada, para o reino superior. É a soma total da força de Vishnu, o segundo aspecto, e produz os estados superiores de consciência.

Há, finalmente, o impulso que força os grupos planetários, a soma total de todos os átomos e formas, a uma consciente realização da natureza do grupo que a tudo engloba, o átomo solar.

A Mônada, sob a influência do Homem Celestial, inteligentemente forma seu círculo-não-se-passa, e do ponto de vista exclusivamente monádico, seu trabalho cessa aí; a vida inerente à matéria atômica assim constituída produz os fenômenos posteriores. Avida giratória dos átomos e sua interação, modificados pela Vida do grupo planetário, ou seja, o Homem Celestial, no transcurso de longos aeons, causa os fenômenos das várias etapas evolutivas até ao ponto em que determinados átomos tenham evoluído, e alcançado a consciência do homem-animal. Durante todo este inconcebivelmente longo período (isto é, em conexão com a nossa esfera terrestre), bilhões de vidas atômicas continuam a seguir seu curso, energizadas pela Vida da Mônada à medida que palpita por intermédio do coração monádico no plano espiritual, e igualmente respondendo ao ritmo maior do Homem Celestial. É isto que produziu a gradativa concreção, e trouxe o homem animal àquela etapa onde a atração ascendente da Mônada começou a ser percebida. Ao mesmo tempo, a Mônada, no seu próprio plano, começou a responder à autogerada energia da forma inferior, os dois ritmos estabeleceram contato, ocorreu a individualização, e o peregrino manifestou-se em sua verdadeira natureza.

Então - no que tange à Mônada - tem início a progressiva vida evolutiva: verdadeiramente cíclica, reiterada e em espiral. A princípio, a ação, ou melhor dizendo, a interação entre a forma atômica inferior giratória, e a influência da Mônada, mostra-se letárgica, lenta e pesada, e a forma retarda a ação da Mônada, e sua pesada vibração contrabalança a superior. Gradativamente, à proporção que as majestosas espirais cumprem sua parte, a vibração superior começa a fazer-se sentir, e a atividade, ou movimento, mais equilibrada, embora mais leve. Assim transcorrem os ciclos até que o ritmo ou vibração superior torna-se tão dominante que a influência da forma vai sendo invalidada até ser finalmente descartada. Simultaneamente a isto, o mais elevado dos ritmos faz-se sentir, levando a crescente atividade nos planos superiores, e, com o tempo, produzindo a anulação do envoltório da vida do Ego. Assim está dito no O Velho Comentário:

“As gotas de umidade tornam-se cada vez mais pesadas. Caem como chuva no plano inferior. Afundam no barro e fazem-no florir. Assim as águas cobrem a Terra e todos os ciclos.

Dois são os objetivos das gotas originais, e ambos alcançados em ciclos largamente separados; um é submergir e perder-se no escuro solo da Terra; o outro é elevar-se e mesclar-se com o luminoso ar do céu.

Entre esses dois vastos períodos, o calor realiza o seu trabalho.

Porém, quando o calor recrudesce violentamente e os fogos no interior da Terra e sob as águas escaldam e escorrem, vemos a natureza das gotas sofrer u’a mudança. Elas dissipam-se no vapor. Assim, o calor realiza a sua função.

Mais tarde, mais uma vez irrompe o fogo elétrico, e transforma o vapor naquilo que lhe permitirá passar através do ar.”

Vamos agora resumir brevemente os vários impulsos vibratórios que exercem um efeito definido sobre a Mônada, e que precisamos ter em mente ao considerarmos a evolução do Divino Peregrino. Não é propósito deste Tratado alongar-se sobre cada um desses impulsos, mas apenas indicar alguns pontos, deixando que estudantes posteriores desenvolvam as ideias partilhadas.

1. Três impulsos inatos nos três veículos periódicos, que é como H. P. B. denomina os três centros principais de energia através dos quais a Mônada se manifesta:

a. A energia do círculo-não-se-passa monádico, vendo-o como uma unidade.

b. A energia do corpo causal, dentro da periferia monádica.

c. A energia do corpo físico, a síntese, no plano físico, da força que flui para a manifestação através dos três átomos permanentes.

2. A atividade estabelecida nos sete centros etéricos de força, resultado da atividade dos sete princípios:

a. O centro da cabeça - um sete esotérico com um três exotérico.

b. O centro laríngeo.

c. O centro cardíaco - um três esotérico e sete exotéricos.

d. O plexo solar - um três esotérico e quatro exotéricos.

e. Os órgãos de geração - um dois esotérico.

f. A base da coluna - uma unidade esotérica.

3. A atividade inata de cada átomo em cada um dos envoltórios que produz o ritmo do envoltório em questão.

4. A atividade unificada de cada envoltório ou forma que o Divino Peregrino utiliza.

5. O movimento ativo unificado produzido pela unificação dos três veículos, os sete envoltórios, os centros de força, e a substância atômica.

6. O efeito produzido pela ação dos grupos karmicamente associados ao Peregrino. São eles:

a. A vibração do Seu Raio, Seu grupo monádico.

b. A vibração do Seu sub-raio, ou a vibração do grupo egoico.

c. As afiliações da Sua personalidade, tais como a energia de sua família, raça e nação.

7. A atividade ou movimento iniciado e estimulado pela vida nos três reinos inferiores na natureza - todos produzindo definidos resultados.

8. A vibração do particular planeta no qual a Mônada possa estar procurando expressão e experiência.

9. O efeito produzido na substância dos envoltórios pelas influências, ou vibrações, dos vários planetas. Esotericamente entendida, esta é a influência de um ou outro dos centros solares, à medida que as forças que deles emanam atuam sobre os centros planetários e assim afetam as unidades monádicas envolvidas. Isto está oculto no carma do Homem Celestial, e quando a verdadeira astrologia esotérica nascer, maiores dados serão divulgados. A astrologia, como é estudada e ensinada hoje, mais induz ao erro do que ajuda, e os estudantes estão aprendendo apenas o a-b-c- deste estupendo tema e ocupados com a franja exotérica desse imenso véu que, prudentemente, foi lançado sobre o conhecimento planetário.

10. Uma outra forma de energia que precisa ser sempre considerada é a do Logos planetário quando Ele derrama Sua força, através de uma cadeia ou algum globo, sobre os grupos de unidades humanas em evolução. Sob o ponto de vista humano, isto não pode ainda ser calculado, uma vez que depende, ocultamente, do Logos “voltar Sua atenção” para este ou aquele centro de Seu corpo coletivo. É claro que tudo isto está sob a lei cósmica, contudo, além da compreensão do homem. Envolve conhecimento do propósito planetário individual, o qual somente é revelado nas iniciações finais.

11. A energia inerente ao próprio átomo solar tem igualmente um efeito rítmico sobre a Mônada individual, e embora essa energia somente alcance a Mônada via os grandes centros da Existência, exerce contudo efeito sobre um e todos. Este é um outro fator ainda não suficientemente reconhecido.

12. Finalmente, deve ser levado em conta, a energia da vida maior (na qual nosso sistema solar representa apenas uma parte), assim como impulsos que emanam do Logos cósmico, AQUELE SOBRE O QUAL NADA PODE SER DITO, alcançam as vidas monádicas e provocam estimulação ou retardo, de acordo com a ideação cósmica. Estas estão necessariamente longe da percepção do homem comum, mas são mencionadas, porque nenhuma tabulação estaria completa sem elas.

13. É preciso também ter em mente o papel da energia que emana de qualquer um dos “doze signos do Zodíaco” dos quais trata a Astrologia. Este tipo de força concerne principalmente à estimulação planetária e aos Logoi planetários, e está oculto em Seus Carmas cíclicos - carma que, é claro, envolverá incidentalmente aquelas Mônadas e devas que formam Seus corpos e centros.

14. Não podemos agora ignorar as três grandes ondas de energia que ciclicamente varrem todo o sistema solar, partindo das:

a. Sete estrelas da Ursa Maior. A força destas vibrações depende da proximidade da conexão e da precisão do alinhamento entre qualquer Homem Celestial particular e Seu protótipo. O mistério aqui é profundo, e está relacionado com a etapa na evolução dos “deuses imperfeitos”, e o objetivo das deidades planetárias.

b. Sete Irmãs, ou as Plêiades, e com aquela em particular que ocultamente é dominada “a esposa” do Logos planetário cujo esquema eventualmente receberá as sementes de vida de nosso planeta, o qual, como sabemos, não é considerado um planeta sagrado.

c. O Sol Sírio.

Há outras correntes de força energética que têm um efeito sobre o Peregrino em toda parte, porém a tabulação acima servirá para indicara complexidade do assunto e a vastidão do esquema evolutivo. Todas estas emanações vibratórias passam através da esfera ciclicamente; elas vêm e vão, e de acordo com sua presença ou ausência, e de acordo com a etapa evolutiva da Existência emanadora, dependerá o caráter fenomênico de todas as vidas, a natureza de qualquer período específico, e a qualidade das Mônadas em manifestação. E o aparecimento ou desaparecimento dessas ondas de força-vida (planetária, interplanetária, sistêmica cósmica e intercósmica) que arrasta à encarnação os divinos peregrinos, e que provoca a manifestação cíclica de grandes Vidas, como o “Observador Silencioso” e o “Grande Sacrifício”; é isto que provoca também a dissolução de um esquema, e seu reaparecimento, e é responsável pelo traslado das sementes de vida de um esquema para outro, ou de um sistema solar para outro.

Nesta grande corrente de forças, as Mônadas são assim arrastadas; no seu conjunto, nós as chamamos “força evolutiva”, e a vida e persistência do Ser iniciador estabelece o termo de sua duração. O homem é o joguete das forças que o recolhem e o impelem, tal como o átomo, no arcabouço humano, é simplesmente o servo obediente da direção imposta pelo homem; todavia, dentro de limites, o homem é o controlador de seu destino; dentro de limites, ele controla forças e energias; ele manipula vidas inferiores e controla centros menores de energia, e com o passar do tempo, seu raio de controle aumenta cada vez mais.

O átomo controla sua própria vida central; o homem controla os grupos de vidas que formam seus três corpos; o iniciado e o adepto estão controlando muitas espécies de energias nos três mundos, e o mesmo faz o Chohan nos cinco planos de evolução. E assim o Plano vai sendo levado avante até que o Exército da Voz torna-se o Enunciador das Palavras, e os Enunciadores das Palavras tornam-se a própria Palavra.

Será pois evidente, que a “Lei do Retomo Monádico” que acabamos de abordar, é a soma total daquelas influências que afetam diretamente os átomos monádicos, o que afeta também seu progresso cíclico, estimulando-os, ou retardando sua atividade de acordo com o vigor da vida iniciática. É somente depois da iniciação que o átomo humano alcança um estágio em seu desenvolvimento onde forças e influências começam a ser compreendidas. Quando compreendermos os métodos por meio dos quais poderemos conscientemente ajustarmo-nos às correntes extrínsecas de força, a resistência às forças de retardo será iniciada, conscientemente, e com precisão científica, e o homem passará a alinhar- se com as forças que o impelirão para o caminho do retorno. Nada há neste pensamento que seja excessivamente complexo ou causa de desencorajamento, pois sempre a potente força da energia elétrica compensará a vibração mais letárgica do fogo solar, e o próprio fogo solar, no devido tempo, anulará os efeitos do “fogo por fricção.”

3. A Lei da Evolução Solar

Certamente é um truísmo declarar que a Lei da Evolução Solar constitui a soma total de todas as atividades menores. Podemos considerar este ponto em conexão com o átomo planetário, e com o átomo solar.

O átomo planetário tem, como tudo mais na natureza, três atividades principais:

Primeira. Ele gira sobre seu próprio eixo, gira ciclicamente dentro de seu círculo-não-se-passa, e assim ostenta sua própria energia inerente. Quê queremos dizer com esta frase? Certamente que os bilhões de átomos que compõem o corpo planetário (quer denso, quer sutil) seguem um curso orbital ao redor da unidade energética positiva central. Este centro de força dinâmica deve ser considerado como subsistindo em forma natural em dois locais (se é que posso usar um termo tão inadequado) de acordo com a etapa, uso, e tipo particular de entidade planetária imanente.

a. No que corresponde ao centro da cabeça no homem, se o Logos planetário está avançado em sua evolução.

b. No centro planetário correspondente ao coração.

O centro laríngeo, é claro, está sempre vibrante em todos os Logoi, uma vez que Eles são criadores plenamente inteligentes, tendo já aperfeiçoado esta capacidade em um sistema solar anterior.

Os estudantes devem lembrar-se que estes centros de força estão retratados nos Triângulos centrais na página 373 (da edição em inglês, correspondendo ao Diagrama VI da página 330 da edição em português, reproduzido abaixo - nota EE), embora ao estudar tais triângulos, nenhuma indicação será encontrada, sobre a relativa consecução do Logos planetário.

DIAGRAMA VI

Também nas cadeias encontramos centros correspondentes de energia assim como dentro do corpo físico denso do Logos, o planeta físico.

Um desses centros encontra-se no Polo Norte, e dois outros no interior da esfera planetária, e com frequência, ao fluir a força ou energia para esses centros internos (via o centro polar) ocorrem aquelas calamidades que chamamos terremotos e erupções vulcânicas.

Há, como sabemos, uma mudança de inclinação polar, devida ao gradual aumento de resposta do Logos planetário ao seu Protótipo celestial, por meio do qual as influências da Ursa Maior extraem ou ocultamente “atraem” a atenção do Logos, e o aproximam mais de uma Vontade impulsiva maior. Esta modificação causa uma ruptura na Sua manifestação inferior, que é uma condição no Caminho da Iniciação cósmica análoga àquela a que o discípulo é submetido.

O átomo planetário gira sobre seu eixo e é periodicamente submetido a influências que produzem efeitos definidos. Essas influências são, entre outras, as da Lua e dos dois planetas mais próximos a ela de cada lado - o mais próximo e o mais afastado do Sol. A influência da Lua é extremamente forte, e curiosamente parecida à influência do “Morador do Umbral”, o qual exerce um efeito tão familiar e poderoso sobre o átomo humano. A semelhança não deve ser enfatizada, pois é preciso lembrar que a Lua não causa efeito sobre o Próprio Homem Celestial, uma vez que Sua etapa de evolução anula tal coisa, mas que a influência é sentida pela Entidade planetária - a soma total das essências elementais do planeta. Os estudantes do ocultismo científico aprenderão muito sobre o esquema planetário quando considerarem a influência da atração cármica da Lua sobre a Terra, aliada ao efeito dos dois planetas vizinhos sob o ponto de vista oculto.

Segundo, o átomo planetário também gira orbitalmente ao redor do seu centro solar. Esta é a sua expressão da ação cíclica-espiral-giratória, e seu reconhecimento do magneto central divino. Isto coloca-o sob a constante impressão de outros esquemas, cada um dos quais produz efeitos sobre o planeta. Também o coloca sob o influxo de correntes de energia oriundas das constelações zodiacais que alcançam o esquema planetário, via o grande centro, o Sol. Será evidente para qualquer estudante que já tenha desenvolvimento, ainda que levemente, o poder de visualização, e tenha alguma compreensão das correntes de força do sistema solar, que tudo pode ser considerado como a rodopiante maré de correntes entremescladas com numerosos pontos focais de energia aparecendo aqui e ali, embora não permaneçam estáticos em lugar algum.

A terceira atividade do átomo planetário é a que o arrasta através do espaço juntamente com todo o sistema solar, e que personifica sua “tendência” ou inclinação para a órbita sistêmica nos céus.

É preciso levar em consideração que o átomo solar segue linhas análogas de atividade, equiparadas, numa vasta escala, à evolução do átomo planetário. Toda a esfera solar, ou seja, o círculo-não-se-passa logoico, gira sobre o seu eixo, e assim, tudo que está incluído no interior da esfera, é arrastado de modo circular através dos Céus. O número exato dos ciclos dessa enorme rotação tem que permanecer oculto por enquanto, mas podemos dizer que se aproxima de cem mil anos, e é, como podemos supor, controlado pela energia do primeiro aspecto e, por conseguinte, do primeiro Raio. Isto, por si mesmo, é suficiente para explicar as variadas e diversas influências que podem ser investigadas pelo homem dotado do “olho que vê”, durante vastos períodos, e fazem com que as distintas partes da esfera girem de acordo com as diferentes constelações zodiacais. Esta influência (em conexão com os planetas) aumenta ou diminui, de acordo com o lugar dos planetas em seus vários caminhos orbitais. Daí a imensa complexidade do assunto, e a impossibilidade do comum dos astrônomos e estudantes de astronomia apresentarem cálculos ou horóscopos exatos. Na Câmara da Sabedoria, existe um departamento do qual as modernas e variadas organizações astrológicas constituem apenas um pálido reflexo. Os Adeptos ligados a este departamento não trabalham com a humanidade; ocupam-se especificamente com a “feitura de horóscopos” (verificando assim a natureza do trabalho a ser realizado imediatamente) das várias grandes vidas que dão forma aos globos e reinos da natureza, e avaliam também a natureza das influências cármicas atuantes na manifestação de três dos Logoi planetários:

1. O nosso próprio Logos planetário.
2. O logos planetário do nosso oposto polar.
3. O Logos planetário que forma, com os dois acima, um triângulo planetário.

Além desse ponto, Eles não podem prosseguir. Eles fazem a progressão desses vários horóscopos para o ciclo seguinte, e Seus registros são de profundo e significativo interesse. Peço encarecidamente aos estudantes que, nos anos futuros, se abstenham de tentar formar computações cíclicas de qualquer tipo, porque, por enquanto, as muitas constelações que existem somente na matéria física de natureza etérica são desconhecidas e invisíveis. Contudo, exercem potente influência, e até que a visão etérica seja desenvolvida, todos os cálculos estarão eivados de erros. Para o homem, é suficiente por enquanto, controlar o seu próprio dharma, cumprir o seu carma grupal, e dominar o que chamamos “suas estrelas.”

Tal como o átomo planetário, o átomo solar não só gira sobre seu próprio eixo, como também avança ciclicamente em espirais, através dos Céus. Esta é uma atividade distinta do “arrastão” ou progressivo movimento dinâmico através dos Céus. Trata-se da revolução do nosso Sol ao redor de um ponto central e de sua relação com as três constelações tão frequentemente citadas neste Tratado:

A Ursa Maior.
As Plêiades.
O Sol Sírio.

Estes três grupos de corpos solares exercem suprema influência no que se refere à atividade cíclica em espiral. Assim como no átomo humano a atividade cíclica em espiral é egoica e controlada pelo corpo egoico, também em conexão com o sistema solar estes três grupos estão relacionados com a Tríade Espiritual logoica, atma-buddhi-manas, e sua influência é dominante em conexão com a encarnação solar, com a evolução solar, e com o progresso solar.

Além disso, é preciso acrescentar que o terceiro tipo de movimento a que nosso sistema está sujeito, o de progresso para diante, é o resultado da atividade unificada das sete constelações (nosso sistema solar formando uma das sete) que formam os sete centros do Logos cósmico. Esta atividade unificada produz um constante e uniforme empurrão (se é que posso usar tal vocábulo) em direção a um ponto nos céus ainda desconhecido até mesmo dos Logoi planetários.

As fronteiras dos Céus são ilimitadas e totalmente desconhecidas. Às pequeninas e finitas mentes humanas só é possível a mais desenfreada especulação, e isso não nos traz proveito algum. Saiam durante uma clara noite estrelada, e procurem compreender que nos muitos milhões de sois e constelações visíveis a olho nu, e nas dezenas de milhões reveladas pelo telescópio moderno, o que se vê é a manifestação física de incontáveis milhões de existências inteligentes; isto significa que o que vemos são simplesmente aquelas existências que estão encarnadas. Porém, somente uma sétima parte das possíveis aparências estão encarnadas. Seis sétimos estão fora de encarnação, esperando sua vez para se manifestarem, e aguardando a encarnação até que, com o girar da grande roda, surjam melhores e mais adequadas condições.

Procurem também conscientizar-se de que os corpos desses sencientes e inteligentes Logoi cósmicos, solares e planetários são constituídos de seres também vivos e sencientes, e o cérebro entontece, e a mente desvia-se desalentada diante de um conceito tão desconcertante. Todavia, assim é, e assim tudo se move para diante em direção a uma inescrutável e magnificente consumação a qual somente, em parte, começará a ser visionada por nós quando nossa consciência se houver expandido além do plano físico cósmico, e além do astral cósmico, até que possamos “conceber e pensar” no plano mental cósmico. Isso pressupõe uma realização superior à dos Buddhas, os quais têm a consciência do plano físico cósmico, e além da consciência dos Logoi planetários. Constitui a consciência e o conhecimento de um Logos solar.

Para o estudante ocultista, que já tenha desenvolvido o poder da visão interna, a Abóbada Celeste pode ser vista, portanto, como uma resplandecente fogueira de luz, e as estrelas como pontos focais da chama da qual se irradiam correntes de energia dinâmica. A escuridão é luz para o Vidente iluminado, e o segredo dos Céus pode ser lido e expresso em termos de correntes de força, centros de energia, e dinâmicas e ígneas periferias sistêmicas.

4 . A Lei da Irradiação

Observarão que mais tempo será devotado a esta expressão da atividade divina do que a qualquer outra nesta seção, pois ela é a de maior utilidade prática. Ela está começando a ser reconhecida pelos cientistas desde que eles aceitaram a radioatividade de certas substâncias, e quando eles se dispuserem a aproximar-se da concepção ocultista da irradiação, ou condição emanatória, de todas as substâncias num específico ponto na evolução, então eles definitivamente se aproximarão da Realidade.

A irradiação consiste no efeito externo produzido por todas as formas em todos os reinos, quando sua atividade interna alcança uma etapa tal de atividade vibratória, que as paredes que a confinam não mais constituem uma prisão, e passam a permitir que a essência subjetiva escape. Isto marca um ponto específico de consecução no processo evolutivo, como também se aplica ao átomo da substância com o qual lidam químicos e físicos ao trabalhar com os elementos, e como também se aplica às formas no reino vegetal, animal, humano, e igualmente no divino.

A partir de alguns ângulos de visão, ela pode ser considerada a “verdadeira forma” (a qual deve ser entendida ocultamente como a forma etérica da energia) fazendo sentir sua presença de um modo tal que ela se torna aparente até mesmo para o cientista. Os estudantes devem aqui lembrar duas coisas:

Primeiro, que em todas as conclusões ocultistas, estamos ocupados com o corpo de energia, e é a vida subjetiva por trás da forma a que reconhecemos como a de suprema importância.

Segundo, que a manifestação densa objetiva - como temos reiteradas vezes afirmado - não é, de forma alguma, um princípio; o ocultista lida exclusivamente com princípios.

Vale a pena também lembrar aqui ao estudante que três coisas precisam ser reconhecidas em toda manifestação:

Primeiro, que o exterior objetivo, tangível, negativo, receptivo, e ocultamente desorganizado, é sem forma e inútil quando separado da energia interna.

Segundo, que a “verdadeira forma”, ou veículo de força, energiza e produz a coesão daquilo que está desorganizado.

Terceiro, que a “essência volátil”, ou a Vida essencial espiritual, focaliza-se em um ponto da “verdadeira forma.” (10)

Ao estudar o assunto da atividade irradiadora, estamos tratando dos efeitos produzidos pela essência interna ao fazer sentir sua presença através da forma, quando esta atinge uma etapa de tal refinamento que torna isso possível.

Quando esta realização for aplicada a todas as formas, em todos os reinos, poderemos transpor as lacunas existentes entre as diferentes formas de vida, e os “elementos” encontrados em todos os reinos, e esses unificadores centros de irradiação serão encontrados. A palavra “elemento” está ainda confinada às substâncias básicas daquilo que chamamos matéria essencial, e é com estas vidas que os químicos e físicos se ocupam; porém sua correspondência, no sentido oculto do termo, é encontrada em todos os reinos da natureza, havendo formas de vida no reino vegetal que são, ocultamente, consideradas “radioativas”, sendo o eucalipto uma dessas formas. Há formas de vida animal igualmente numa etapa análoga, e a unidade humana (ao aproximar-se da “liberação”) demonstra um fenômeno semelhante.

Outrossim, também o esquema planetário ao aproximar-se de sua consumação, torna-se “radioativo”, e, através de radiação transfere sua essência para um outro “planeta absorvente”, ou planetas, como é o caso também com um sistema solar. Sua essência, ou verdadeira Vida, é absorvida por uma constelação receptora, e o “envoltório” exterior retorna à sua condição original desorganizada.

Antes de abordarmos a lei da radiação, trataremos primeiro da causa da radiação.

a. A Causa da Radiação. O estudante só conseguirá uma verdadeira percepção deste tema, se ele o visualizar de modo bem amplo. Naturalmente, dois aspectos do tema surgirão diante de sua visão mental, aspectos esses que precisam ser abordados antes que possamos chegar a qualquer conceito adequado deste assunto - um assunto que tem monopolizado filósofos, cientistas e alquimistas - seja consciente ou inconscientemente - há centenas de anos. Vamos pois, considerar

a. Aquele que irradia.
b. Aquele que é a causa subjetiva da irradiação.

Podemos dizer sucintamente que quando qualquer forma se torna radioativa, indica que certas condições foram preenchidas e determinados resultados obtidos - condições e resultados esses que podem ser assim resumidos:

A forma radioativa é aquela que já percorreu os ciclos que lhe foram designados através de sua roda da vida, grande ou pequena, tendo girado com adequada frequência, de modo que a volátil essência-vida está pronta para escapar daquela forma, e mesclar-se com a forma maior da qual ela é somente uma parte. É preciso lembrar a este respeito que a radiação ocorre quando a verdadeira forma - a etérica - responde a certos tipos de força. A irradiação, ocultamente entendida, nada tem a ver com abandonar a forma física densa, mas sim, com aquele período na vida de qualquer entidade vivente (atômica, humana ou divina) em que o corpo etérico, ou corpo prânico, chega a um estado tal que deixa de limitar, ou confinar, a vida imanente.

A irradiação surge quando a vida interior autossuficiente de qualquer átomo é contrabalançada por um impulso ou atração mais forte emanando de uma envolvente existência maior de cujo corpo ele possa ser uma parte. Todavia, isto é somente verdade quando causado pela atração sobre a vida essencial, exercida pela vida essencial da forma maior. É necessário fazer aqui uma clara distinção. Não reconhecer claramente esta distinção é que tem levado tantos estudantes de alquimia e investigadores científicos a extraviar-se no caminho e assim anular as conclusões de anos de estudo. Eles confundem o impulso do átomo de responder à atração magnética vibratória da forma mais poderosa e abrangente, com a verdadeira atração esotérica que, sozinha, produz “irradiação oculta” - a vida essencial central da forma na qual o elemento sob consideração possa ter lugar. É absolutamente necessário tornar isto claro desde o começo. Talvez o assunto se torne mais claro se o considerarmos da seguinte maneira:

O átomo em uma forma gira sobre seu próprio eixo, segue sua própria revolução, e vive sua própria vida interna. Isto diz respeito à sua percepção primária. Com o passar do tempo, ele torna-se magneticamente consciente da natureza atrativa daquilo que o envolve por todos os lados, tornando-se consciente da forma que o rodeia. Esta é a sua percepção secundária, mas ainda diz respeito ao que - na falta de um termo melhor - podemos chamar matéria. O átomo, portanto, interage com outros átomos.

Mais tarde, o átomo existente numa forma percebe que ele, não só gira sobre seu próprio eixo, mas que ele também segue uma órbita ao redor de um centro maior de força dentro de uma forma maior. Esta é uma percepção terciária, causada pela atração magnética do centro maior, provocando assim um impulso, no interior do átomo, que o impele a mover- se dentro de certos ciclos específicos. Esta percepção, compreendida esotericamente, diz respeito à substância ou à verdadeira forma dentro da forma objetiva.

Finalmente, a força atrativa do centro maior torna-se tão poderosa que, a vida positiva no interior do átomo (seja qual for o tipo de átomo em qualquer reino) sente a força da energia central que o mantém, juntamente com outros átomos, coerentemente cumprindo sua função. Esta energia penetra através do círculo-não-se-passa, sem evocar resposta daquelas vidas que podemos chamar eletrônicas, ou negativas, dentro da periferia atômica, embora evoque a resposta do núcleo positivo essencial do átomo. Deve-se isto ao fato de que a vida essencial de qualquer átomo, seu aspecto positivo mais elevado, pertence sempre à mesma natureza da vida maior que o está atraindo para si. Quando esta atração é sentida com força suficiente, o ciclo atômico é completado, a forma densa é dispersada, a verdadeira forma é dissipada, e a vida central escapa para encontrar seu ponto focal magnético maior.

Através deste processo (encontrado através de todo o sistema solar em todos os seus departamentos) cada átomo por sua vez converte-se em um elétron. A vida positiva de qualquer átomo, no devido curso da evolução, torna-se negativa em relação à vida maior para a qual ele é impelido ou atraído, e desse modo, o processo de evolução conduz cada vida na forma, invariavelmente, através das quatro etapas enumeradas acima. Nos três reinos inferiores da natureza, o processo se desenvolve inconscientemente, de acordo com a conotação humana desse termo; passa conscientemente através do reino humano, e nas esferas superiores da existência, realiza-se por meio de uma envolvente consciência, para a qual só podemos sugerir a ambígua expressão “realização grupal autoconsciente”, para descrevê-la.

Era com este processo de transmutação que os antigos alquimistas se ocupavam, mas raramente conseguiam alcançar a etapa que lhes permitiria tratar da resposta mútua dos dois tipos de energia positiva, e a consequente evasão de uma força positiva menor para o seu centro atrativo maior. Quando, com algumas exceções, eram bem sucedidos, viam-se diante de um beco sem saída, porque, embora tivessem localizado o princípio irradiador na substância, isto é, na verdadeira forma, e tivessem conseguido penetrar tanto o corpo físico denso quanto a forma etérica, não conseguiam perceber a natureza da força central - objeto de seus estudos - que extraia a vida da aparentemente legítima esfera, levando-a para um novo reino de atividade. Alguns deles realmente possuíam este conhecimento, porém, percebendo o perigo de suas conclusões, recusavam-se a divulgar o resultado de suas investigações.

Se estudarem as leis da transmutação, (11) já apreendidas, e acima de tudo, já incorporadas nos escritos de Hermes Trismegistus, tendo isto em mente, conseguiriam alguns resultados interessantes. Deixem que eles os façam recordar que aquilo que “busca a liberdade” é a centelha elétrica central; que esta liberdade é alcançada antes de tudo através dos resultados produzidos pela atividade do “fogo por fricção” que acelera sua vibração interna; a seguir, pelo trabalho sobre o átomo, ou a substância do fogo solar, o qual provoca

a. Progressão orbital,
b. Vibração estimuladora,
c. Despertada resposta interna.

até que finalmente é estabelecido o contato com o fogo elétrico. Isto é verdade para todos os átomos:

a. O átomo de substância,
b. O átomo de uma forma qualquer que ela seja,
c. O átomo de um reino na natureza,
d. O átomo de um planeta,
e. O átomo de um sistema solar.

Em cada caso os três fogos, ou tipos de energia, desempenham o seu papel; em cada caso é necessário atravessar as quatro etapas; em cada caso tem lugar a transmutação, a transferência, ou a irradiação, e o resultado da evasão da energia positiva central é alcançado, e sua absorção por uma forma maior, a ser mantida em seu lugar, durante um ciclo específico, pela energia mais forte.

Este processo de tornar radioativos todos os elementos, tem, como vemos, prendido a atenção dos estudantes, ao longo das eras. Os alquimistas da Idade Média começando com os elementos mais simples, e partindo do reino mineral, procuravam descobrir o segredo do processo de liberação, conhecer o seu método, e compreender as leis da transmutação. Na maioria dos casos não obtiveram sucesso porque, tendo localizado a essência, não tinham a menor ideia de como lidar com ela após liberada, nem, como já vimos, tinham a menor noção da força magnética que estava atraindo para ela própria a essência liberada.

Para compreender a lei e portanto ser capaz de trabalhar perfeitamente com ela, o estudante investigador precisa possuir a habilidade de liberar a essência da forma em questão. Ele precisa conhecer as fórmulas e as palavras que a direcionem para aquele particular ponto focal, no reino mineral, que tem análoga relação com a mônada mineral, como o Ego em seu próprio plano tem com o homem que elimina a forma física e as formas verdadeiras por meio da morte. Isto envolve um conhecimento que somente é transmitido ao discípulo aceito; se casualmente um estudante se deparar com a lei, e teoricamente conheça o processo, é aconselhado a não prosseguir, até que tenha aprendido como proteger-se da interação das forças. Como bem sabem, os que trabalham com o radium, e aqueles que realizam experiências nos laboratórios do mundo, frequentemente sofrem com a perda de um membro do corpo ou da vida, por desconhecerem as forças que estão manipulando. As essências liberadas tornam-se condutoras da força maior, que é o seu centro magnético, porque elas respondem a ele, e é esta força maior que provoca as desagradáveis condições às vezes presentes nas substâncias radioativas. Cada átomo radioativo, devido a esta qualidade conducente, torna-se um agente libertador, e consequentemente causam o que nós chamamos queimaduras, e que são o resultado do processo de liberação da vida essencial do átomo da substância física.

Cabe notar aqui, o curioso fenômeno que, no reino humano, é erroneamente chamado prolongação da vida, o qual deveria chamar-se com maior exatidão, perpetuação da forma. A ciência médica atual envida todos os esforços para reter a vida em formas doentes e inadequadas, as quais - se a Natureza fosse deixada seguir seu curso - há muito teriam sido descartadas. Desse modo, eles aprisionam a vida, e forçam a essência da vida várias vezes a retornar para o envoltório, no momento da liberação. Com o passar do tempo, e com maior conhecimento, a verdadeira ciência médica tornar-se-á puramente preventiva. Concentrará sua habilidade na preservação da vida atômica do átomo humano, e em incrementar os processos protetores preservativos e o funcionamento suave da rotação da vida atômica, levando-nos a seguir de modo correto o caminho orbital humano. Mas, além disso não irá, e quando tenha percorrido o curso da natureza, girado a roda da vida, quando soar a hora da libertação, do retorno da essência ao seu centro, então reconheceremos que o trabalho foi completado, e descartada a forma. No entanto, isto não será possível enquanto a família humana não chegar a uma etapa em que por meio de uma vida pura e pensamentos limpos e corretos, a presente corrupção tenha sido eliminada. Então os homens estarão ativos até à velhice, ou até que o Ego, percebendo que a particular tarefa a ser realizada naquele ciclo fora realizada, retira de circulação a fagulha inferior de vida e extrai o ponto central de fogo. Isto, naturalmente, pressupõe conhecimentos e faculdades que por enquanto não possuímos.

Todos estes pensamentos podem ser estendidos até incluir os reinos da natureza, os globos de uma cadeia, as próprias cadeias, um esquema planetário, ou um sistema solar.

A Lua é um interessante exemplo do processo de liberação ou transmutação praticamente completado em um globo: a vida essencial do reino humano foi retirada e encontrou um novo campo de expressão.

Também toda vida animal foi absorvida por um centro maior em uma outra cadeia. Praticamente, o mesmo pode ser dito a respeito do reino vegetal na Lua, embora algumas formas inferiores da vida vegetal, de uma espécie não reconhecida por nós, ainda sejam lá encontradas, e quanto ao reino mineral, este tem estado radioativo desde o começo desta ronda.

Em relação aos reinos da natureza, é preciso lembrar que seu desenvolvimento, e eventual radiação, dependem do propósito cíclico do Logos planetário, como também das correntes de força emanadas de outros esquemas planetários, as quais atuam sobre Seu corpo planetário.

Todos os átomos se tornam radioativos como resposta a um centro magnético mais forte, resposta essa que é provocada pelo gradual desenvolvimento evolutivo da consciência de uma espécie ou outra. Sabemos que, em pequeno grau, isto é verdadeiro em relação ao reino mineral, embora os cientistas ainda não tenham admitido que a radiação se processa assim. Mais tarde eles se convencerão, porém somente quando esta teoria geral, que está sendo exposta aqui em conexão com todos os átomos, for admitida por eles como uma hipótese plausível. Então, a meta de seus esforços mudará: eles procurarão averiguar por meio do pensamento claro e o estudo da analogia envolvida, quais os pontos focais de energia magnética existentes e como eles afetam os átomos em seu meio ambiente. Posso apenas oferecer um indício. A luz sobre esses profundos e obscuros problemas surgirá a partir de duas linhas.

Primeiro, virá através do estudo do lugar do sistema solar no todo universal, e o efeito que certas constelações têm sobre ele; segundo, resultará de um estudo cuidadoso do efeito de um esquema planetário sobre outro, e o lugar ocupado pela Lua, na nossa própria vida planetária. Isto levará a uma cuidadosa investigação das condições polares na Terra, das correntes magnéticas planetárias, e da interação elétrica existente entre nossa Terra e os esquemas planetários venusiano e marciano. Quando isto for alcançado, a astronomia e a astrologia esotéricas serão revolucionadas, e a natureza da energia solar será reconhecida como a expressão de uma Entidade de quarta categoria. Isto acontecerá no final deste século (NT. Sec. XX) após uma descoberta científica de importância, para o mundo científico, ainda maior do que a da natureza do átomo. Até então, será tão difícil expressar a concepção hilozoísta em termos de ciência exata, como seria para um antepassado da humanidade do século dezesseis conceber o átomo como sendo simplesmente um aspecto de força e não objetivo e tangível. Por isso, se mais fosse dito, serviria apenas para confundir.

Ao considerar este vasto tema da radiação, que é o resultado do movimento progressivo em espiral, interessa destacar aqui que em todos os reinos da natureza há certos pontos focais de energia que - à medida que gradualmente transcorrem as eras - trazem a substância atômica da qual todas as formas em todos os reinos são compostas até o ponto em que elas se tornam radioativas e alcançam a liberação. (O termo “liberação” na realidade significa a habilidade de qualquer átomo consciente para passar de uma esfera de influência energizada para uma outra de vibração superior e de maior e mais ampla expansão de realização consciente.)

De modo geral, podemos dizer que:

O reino mineral responde ao tipo de energia que representa o aspecto mais inferior do fogo, o daquelas fornalhas internas que exercem sua influência sobre os elementos do reino mineral, e que convertem essas vidas atômicas em uma série gradual de tipos de energia mineral cada vez mais elevados. Por exemplo, o tipo de energia que atua sobre o minério de ferro ou o que produz o estanho, emana de um centro diferente no corpo da Entidade imanente no reino mineral, para o centro que converte os elementos nas maravilhosas joias que são o diamante, a safira, a esmeralda ou o rubi. A energia do particular centro envolvido responde igualmente à força que se origina no centro do corpo do Logos planetário, centro esse que depende do reino a ser vivificado. Tratando-se dos reinos, as relações podem ser assim indicadas:

REINO CENTRO PLANETÁRIO
a. Humano Centro cardíaco
b. Animal Centro laríngeo
c. Vegetal Plexo solar
d. Mineral Baço

O centro planetário egoico, é claro, é o transmissor para todos os outros, e devemos lembrar que cada centro distribui três tipos de força, à exceção do baço que transmite os fogos solares, a força prânica, pura e simples. Os estudantes perceberão oportunamente como agrupar os vários tipos nos diferentes reinos de acordo com o tipo de energia mais empregada, lembrando-se de que, somente no quarto reino, o humano, é que se manifesta o mais elevado dos três tipos (aquele que produz a autoconsciência), o qual permanece latente nos demais reinos. Isto tornar-se-á aparente, se o método da individualização lunar for estudado.

O reino vegetal responde àquele particular tipo de energia que produz o fenômeno da água, ou umidade. Todo tipo superior de vida vegetal evolui pelo efeito da água e, através da combinação de calor e água produzem-se novos tipos. O botânico que se dedica a produzir novas espécies, está realmente ocupando-se do efeito da energia sexual, no segundo reino da natureza, e ele deveria considerar toda vida vegetal como pontos de energia que respondem a outros centros de energia maiores. Muito teremos a aprender segundo esta linha quando a eletricidade e as luzes coloridas forem mais livremente usadas nos laboratórios experimentais. Sexo, no reino mineral, ou seja, afinidade química, é a exatidão, nesse reino, do segundo tipo de força magnética; no reino vegetal, a mesma coisa pode ser estudada na vida da semente e nos processos de fertilização de todas as plantas. Netuno, o Deus das Águas, tem uma curiosa relação com o nosso Logos planetário, assim como também com a Entidade Que dá forma ao segundo reino.

O reino animal responde a um tipo de energia que não é fogo, nem água, mas a combinação de ambos. Estes dois reinos são também os primeiros no plano físico a responder ao som, ou à energia que emana daquilo que nós chamamos ruído. Este é um fato oculto merecedor da maior atenção. A energia que emana da Entidade Que é a Vida formadora do terceiro reino da natureza possui cinco canais de aproximação, ou seja, cinco centros. A Vida Que anima o quarto reino tem sete, porque lhe são acrescentados a mente e a intuição. No segundo reino, há três centros, porém de manifestação tão obscura que, para a mente humana, parecem praticamente inexistentes. No primeiro reino, o mineral, a via de acesso limita-se a um centro. Por conseguinte observamos que a estimulação da energia magnética prossegue, podemos dizer, aos saltos, 1-3-5-7. Cada reino começa com um equipamento específico, e, durante o processo de evolução dentro do reino, acrescenta-lhe algo mais, de modo que a vida liberada passa para o próximo reino com o seu velho equipamento acrescido de mais um novo.

Também o reino humano responde à energia, porém desta vez, é a energia do fogo em sua manifestação mais elevada nos três mundos. É preciso ter em mente que nos estamos referindo à energia positiva do Todo maior ao afetar os pontos energéticos positivos menores, e não à energia da forma.

O átomo responde à energia da forma ou àquilo que o circunda. Torna-se consciente, e então responde à força do reino do qual faz parte. Gradualmente passa a responder a influências mais fortes, ou à força que emana da Entidade Que é a vida desse reino.

Finalmente, o átomo torna-se consciente da energia planetária e a responder ao Próprio Homem Celestial, quando então transcende o reino no qual estivera, e é elevado para outro reino no qual o ciclo é mais uma vez repetido.

Podemos expressar isto em termos de consciência, porém, nesta seção limitaremos o pensamento somente ao aspecto energia. Em resumo podemos dizer que:

1. O Logos planetário apresenta sete centros, tal como o homem.

2. A Vida que dá forma ao reino animal tem cinco centros, e o reino animal possui cinco protótipos no plano arquetípico, enquanto que o homem tem sete protótipos.

3. A Vida que dá forma ao reino vegetal tem três centros de força, no Seu Próprio plano, e portanto, há somente três tipos básicos de vida vegetal. Tudo que conhecemos são diferenciações desses três tipos.

4. A Vida que dá forma ao reino vegetal atua através de um centro.

b. Irradiação nos cinco reinos. Vimos que a causa da irradiação é a resposta da vida positiva em qualquer átomo ao poder de atração da vida positiva de um átomo maior. Em outras palavras, podemos dizer que a vida dévica de qualquer forma atômica prossegue em sua evolução, e por meio de uma série de “liberações”, transfere-se, durante os ciclos manvantáricos, de um reino para outro até que todos os seus átomos tenham alcançado a autodeterminação, cumprindo-se assim satisfatoriamente o propósito do Homem Celestial para qualquer particular mahamanvantara. Portanto, como é de se esperar, se observarmos o tema como um todo, e não do ponto de vista de qualquer um dos reinos, há durante o processo evolutivo, cinco grandes conciliações, ou unificações:

1. Unificação com o reino mineral.

2. Unificação da mônada mineral com o reino vegetal.

3. Unificação da mônada vegetal com o reino animal.

A vida progressiva já realizou três unificações, ou seja, já expandiu sua compreensão três vezes.

4. Unificação como reino humano.

5. Unificação com o Homem Celestial ou com a grande vida planetária.

Dentre estas cinco etapas, uma é considerada a mais importante neste sistema solar - a da unificação com o reino humano, uma vez que, neste particular ciclo maior, a meta da evolução é o homem. Quando a individualização é alcançada, e despertada a autodeterminação, a Mônada, ou o Divino Peregrino, alcançou aquilo que expressa mais perfeitamente o propósito logoico. As etapas posteriores são apenas a consagração do vencedor, e a unificação final com o divino Eu é apenas a consumação da quarta etapa. Será de interesse do estudante estabelecer as correspondências entre as cinco iniciações e estas cinco unificações, pois existe uma estreita conexão entre as duas. Quando compreendermos as leis dos diferentes reinos, podemos aprender muito sobre as condições que governam as cinco Iniciações. Veremos que as iniciações marcam etapas em resposta ao contacto e à realização, as quais têm interessantes germes nos cinco reinos.

Cabe destacar aqui que a radiação é o resultado da transmutação, a qual, por sua vez, marca a finalização de um ciclo de atividade giratória em espiral. Nenhum átomo se torna radioativo enquanto seu próprio ritmo interno não for estimulado a um ponto tal em que a vida positiva central esteja pronta para a imposição de uma atividade vibratória mais elevada, e quando as vidas negativas no interior da periferia atômica são repelidas pela intensidade de sua vibração, e não mais respondem às suas qualidades atrativas. Deve-se isto à entrada, e consequente resposta, à vibração magnética de uma vida positiva ainda mais forte, a qual libera a centelha central aprisionada, e provoca aquilo que, sob certos aspectos, pode ser chamado a dissipação do átomo. Este processo, contudo, na maioria dos casos, abrange um período de tempo tão vasto que a mente humana é incapaz de acompanhar o processo.

O período radioativo é o mais longo no reino mineral, e o mais curto no humano. Como não estamos tratando da irradiação no reino espiritual ao final do mahamanvantara, não faremos aqui qualquer comentário.

É interessante notar que durante esta ronda, devido a uma decisão planetária, o processo de produzira irradiação humana, ou seja “liberação” está sendo artificialmente estimulada pelo método que chamamos iniciação, e o caminho mais curto para uma intensiva purificação e estimulação está aberto para todos os que se dispõem a passar pelo divino fogo alquímico. Simultaneamente, nos outros reinos da natureza, um processo um tanto semelhante em espécie, embora não em grau, está sendo tentado. A tremenda manipulação dos minerais, o trabalho científico dos químicos, e a investigação científica é análoga, no reino mineral, aos processos mundiais que estão sendo utilizados para liberar a centelha humana. Do caos e morticínio da Guerra Mundial, por exemplo, e do peso do metal sofrendo violenta desintegração, a mônada mineral emergiu como que de uma prova iniciatória, incompreensível como possa parecer. É evidente que um grande movimento simultâneo está em vias de produzir irradiação mais rápida em todos os reinos da natureza para que, ao fim do ciclo, o processo de irradiação planetária esteja consumado. Esta intensa irradiação não se está processando em todos os planetas, mas somente em muito poucos. Os demais percorrerão um ciclo mais extenso. O processo cultural iniciatório visando a estimulação da radiação magnética, ou seja, da transmutação, é apenas um experimento, que foi tentado pela primeira vez, em Vénus, com sucesso, resultando na consumação do propósito planetário em cinco rondas em lugar das sete usuais. Foi isto que tornou possível utilizar a energia venusiana na cadeia e no globo de Vénus do nosso esquema, e que causou o fenômeno da individualização forçada nos dias da Lemúria. Foi a intensa estimulação do terceiro reino da natureza durante a terceira raça-raiz que, artificialmente, unificou os três aspectos. O processo de estimulação por meio da energia venusiana teve realmente início na terceira ronda, quando o triângulo de força foi completado e estava pronto para funcionar. É este o fator que, ocultamente, torna a terceira Iniciação tão tremendamente importante. Nela é vinculado o triângulo humano: a Mônada, o Ego e a personalidade, ou Vénus, o Sol e a Terra estão simbolicamente aliados.

Acabamos de apresentar aqui informação suficiente para fazer o estudante pensar, embora possamos adicionar um elemento a mais. Nas qualidades potencialmente radioativas dos quatro reinos da natureza que mais nos dizem respeito, encontramos uma interessante analogia com as funções dos quatro esquemas planetários, que, em sua totalidade, formam o quaternário logoico. Isto também se aplica em menor grau às quatro cadeias que formam o quaternário planetário. Tudo tem que tornar- se radioativo, todos os seus princípios terão que ser transmutados, e transcendida a forma pela qual eles são responsáveis.

Quando o tema da irradiação for melhor compreendido, descobriremos que ela demonstra um novo exemplo da unidade de toda a vida, e oferece mais uma indicação que corrobora a natureza sintética de todo o processo evolutivo. Em todos os casos, aquilo que irradia de cada reino da natureza é sempre a una e mesma coisa. O ser humano radioativo é da mesma natureza (diferindo apenas no grau e na resposta consciente) que o mineral radioativo; em todos os casos, aquilo que irradia é a vida central positiva, a centelha elétrica ou aquilo que for sua correspondência. Existem, pois, sete correspondências nesta conexão, no sistema solar, sete tipos que irradiam, ou sete classes de entidades que demonstram habilidade para transcender seu movimento normal e para transferir-se, no devido curso de evolução, para alguma esfera maior. São elas:

1. A mônada mineral do reino mineral, ou seja, o núcleo positivo central em todos os átomos e elementos.

2. A mônada no reino vegetal, ou a vida positiva central de cada planta e vegetal.

3. A mônada no reino animal, ou a vida positiva de cada tipo.

4. As Mônadas humanas em suas miríades de grupos.

5. A Mônada de qualquer tipo particular ou forma.

6. A Mônada planetária, a soma total de todas as vidas dentro de um esquema planetário.

7. A Mônada solar, ou a soma total de todas as vidas em um sistema solar.

Cada uma destas entidades possui, em primeiro lugar, atividade giratória, ou autocentrada; mais tarde, cada uma delas demonstra - simultaneamente com seu movimento original - atividade cíclica em espiral. Com isso, torna-se “consciente” da forma, até que finalmente torna-se radioativa. Durante este período final, ela transcende a forma e dela escapa, tornando-se assim, consciente de um todo maior e oniabarcante de cuja vida e atividade ela é capaz de participar.

c. A Irradiação e a Lei Cíclica. Espalhadas por todo este Tratado, há numerosas indicações da natureza cíclica deste fenômeno, e os estudantes deveriam lembrar-se que, em tudo aquilo que diz respeito à irradiação, como em tudo o mais, haverá períodos de quiescência, e períodos de intensificada atividade. Vemos isto claramente em relação ao quarto reino da natureza. Estamos penetrando agora num período de radioatividade no qual homens e mulheres alcançarão u’a maior realização: começarão a transcender suas limitações humanas, e a entrar no quinto reino um por um, e unidade por unidade. Este período, no que diz respeito ao ciclo maior, começou quando a Porta da Iniciação foi aberta nos dias da Atlântida, porém inúmeros ciclos menores têm ocorrido, pois o influxo para o quinto reino é igualmente governado pela lei cíclica, pelo periódico fluxo e refluxo. Ao final da quarta raça-raiz, houve um período de distinta radioatividade, e muitas centenas de homens passaram da quarta Hierarquia Criativa para uma outra e mais elevada. Muitos cargos ocupados por Entidades venusianas foram abandonados para que a nossa humanidade pudesse ocupá-los, e seguiu-se uma vasta irradiação entre as cadeias em que muitos Kumaras e certas existências menores abandonaram a cadeia terrestre e passaram para um trabalho mais sutil e mais avançado. Então, a atividade gradualmente decresceu, até que um ciclo periódico trouxe influências que produziram uma nova irradiação, embora não tão poderosa quanto a do período precedente.

Um outro período de radioatividade teve lugar durante a época do Buddha, e muitos alcançaram o grau de Arhat então. Esse período foi o ponto mais alto daquele que é ocultamente chamado “um ciclo do terceiro grau”, e desde então não conseguimos alcançar um grau semelhante de atividade radioativa. Uma leve irradiação humana foi sentida na época do Cristo, porém durou apenas cerca de duzentos anos, e embora algumas poucas pessoas aqui e ali tenham atingido a meta, poucos têm conseguido passar pelos fogos da transmutação, e assim, transcendido o quarto reino. O ciclo encontra-se novamente na volta crescente; por volta do século quatorze, o reino humano começou a ser visivelmente radioativo, e nós estamos a caminho de completar um “ciclo de segunda ordem”, ou de um período de transcendência de uma atividade ainda maior do que no tempo do Buddha, o qual se demonstrará quando certas condições tenham sido cumpridas.

Primeiro, quando o atual caos mundial tenha decrescido. Segundo, quando a geração presente tiver consumado seu trabalho de reconstrução. Terceiro, quando o grande Senhor, Aquele Que Vem, tiver iniciado Sua missão na Terra, assim aumentando a vibração em todos os reinos da natureza, mas particularmente no segundo e quarto reinos.

Quarto, quando o movimento, inaugurado no fim de cada século, pela Loja Trans-Himaláica, estiver em funcionamento, e os Egos psico-científicos que são os seus agentes fizerem sentir sua presença.

Finalmente, quando um movimento for instituído pela Loja, trabalhando em conexão com a quarta raça-raiz; ele será parte de um processo de estimulação que tornará radioativos alguns dos mais proeminentes pensadores da raça. Será o dia da oportunidade, e tão grande é a importância atribuída a isto que um Membro da Loja, que no passado se chamou Confúcio, encarnará para supervisionar o trabalho. Os passos preliminares estão sendo dados agora, e estão chegando Egos que se esforçarão para direcionar as energias desta raça para a linha correta, embora o pico de estimulação só venha a ocorrerem meados do próximo século. É desnecessário destacar que movimentos desse porte apresentam-se primeiramente como perturbadores, e somente quando a poeira do turbilhão e o ruído das forças em choque desaparecem, podemos ver o propósito emergir. Isto está muito claro na Rússia da atualidade.

Um grande fator que é difícil de explicar de modo que o pensador comum possa compreender, é a chegada cíclica de egos que se encontram num ponto da evolução em que estão prontos para a sua primeira vida radioativa. Em um grande departamento do esforço hierárquico, todos os Egos são divididos em dois grupos, de acordo com seu ciclo e seu tipo de energia. Por sua vez, esses graus são subdivididos de acordo com a qualidade e efeito vibratório a ser induzido em qualquer um dos reinos da natureza por sua encarnação em conjunto ou individualmente. Isto pode ser ilustrado se destacarmos que pela gradual chegada de seres humanos que são vegetarianos por inclinação natural e pelo aparecimento de egos especificamente interessados no bem-estar e cuidado dos animais (como se nota agora), nós temos o aparecimento cíclico de todo um grupo de unidades humanas que possuem uma definida relação cármica com o terceiro reino. Esta relação diferencia-se especificamente dos grupos carnívoros e, às vezes, inumanos dos últimos quinhentos anos.

Seria de interesse se enumerássemos aqui alguns dos termos ocultos aplicados a certos grupos diferenciados, lembrando que mencionaremos apenas uns poucos dentre um vasto número, e somente aqueles cuja terminologia é esclarecedora e informativa para o estudante:

1. As unidades fruto da inércia.
2. Átomos de centralização rítmica.
3. Unidades de irradiação primária.
4. Os filhos do ritmo pesado.
5. Os pontos de excelência ígnea. (Nome frequentemente dado a tipos magnéticos altamente desenvolvidos)
6. Pontos terciários de fogo secundário.
7. Chamas magnéticas (dado a chelas e iniciados de certos graus).
8. Filhos da eletricidade positiva.
9. Unidades giratórias da sétima ordem.
10. Pontos de luz da quarta progressão.
11. Centelhas elétricas.
12. Unidades de resistência negativa.
13. Os átomos equilibrados.

Muitos outros nomes poderiam ser dados, porém estes são suficientes para indicar a natureza geral deste conjunto de energias sob as quais todos os membros da família humana estão reunidos e colocados, segundo o:

a. Seu ritmo.
b. Sua qualidade.
c. Seu calor.
d. Sua luz.
e. Sua influência magnética.
f. Sua irradiação.
g. Sua atividade.

Esta tabulação é somente uma extensão de outra ainda maior que agrupa todos os Egos de acordo com as divisões de cor, som e vibração. Uma enumeração semelhante reuniu os átomos nos outros reinos da natureza, e até os Dhyan Chohans da mais elevada categoria encontram seu lugar nos arquivos hierárquicos deste quinto (ou terceiro) departamento.

Há uma tabulação cíclica de igual interesse, embora de natureza totalmente diferente, que traz ao investigador iniciado e intuitivo muitos indícios de valor evolutivo e histórico. Podemos acrescentar um breve resumo de algumas das expressões usadas, e de alguns dos nomes sob os quais seres humanos são reunidos nos arquivos deste sétimo departamento:

1. Unidades na etapa da névoa ígnea,
2. Pontos de origem lunar,
3. Filhos do sol,
4. Devas do quarto grau,
5. Chamas das esferas interplanetárias,
6. Átomos da esfera carmezim - uma referência a certos Egos que vieram à Terra provenientes de um esquema planetário cuja nota é o vermelho,
7. Os vyasianos bem sucedidos,
8. Os pontos na terceira pétala planetária, e grupos de outros pontos relacionados com o lótus planetário de doze pétalas,
9. Os amantes da vibração inferior,
10. Os rejeitados do oitavo esquema,
11. Os pontos de tríplice resistência,
12. Os seguidores do ARHAT,
13. Os cíclicos filhos da paz,
14. Os recorrentes filhos da guerra,
15. Os pontinhos dentro do olho planetário,
16. Os pontos reconhecidos dentro dos chakras, os quais naturalmente formam dez grupos.

Cada nome traz à mente do iniciado algum conhecimento a respeito do lugar na evolução da Mônada em questão, da natureza de suas encarnações, e de seu lugar na evolução cíclica.

O mesmo método de agrupamento é usado para todos os reinos, embora somente no caso do quarto e quinto reinos, sejam os átomos tratados individualmente; as tabulações e registros dos outros reinos tratam de grupos. Quando um grupo é conhecido, a natureza, vibração, e ritmo dos átomos que o compõem são imediatamente aparentes.


Notas:

6 O átomo-D. S., 1,113,566. É sobre a natureza ilusória da matéria e a infinita divisibilidade do átomo que toda a Ciência do Ocultismo está baseada.

1. Tudo é atômico - Deuses, Mônadas, átomos.

a. A esfera de manifestação solar Deus. O ovo mundano. O ôvo áurico logoico Macrocosmos.
b. A esfera de manifestação monádica Mônadas. O ovo áurico monádico. Microcosmo.
c. A esfera do átomo físico cósmico Átomos.

2. O sistema solar é um átomo cósmico.

3. Cada plano é um átomo, ou esfera completa.

4. Cada planeta é um átomo.

5. Cada Homem Celestial é uma unidade atômica.

6. Cada Mônada humana é um átomo no corpo de um dos Homens Celestiais.

7. O corpo causal é um átomo, ou esfera.

8. O elemento do plano físico é uma unidade atômica. Que é um átomo?

1. Um envoltório formado de matéria do sistema solar em um ou outro dos 7 graus e habitado por vida de alguma espécie.

a. Inteligência absoluta dá forma a cada átomo. D. S., I, 298.
b. Vida absoluta dá forma a cada átomo. D. S., 278, 281; II, 742, nota.

2. Átomos e almas são termos sinônimos. D. S., I, 620-622.

a. Neste sistema solar átomos e almas são termos sinônimos. O Raio Primordial mais o Raio Divino de Sabedoria.
b. No sistema solar anterior, átomos e mente eram provavelmente termos sinônimos, resultando no Raio Primordial da matéria inteligente ativa, base da atual evolução.
c. No próximo sistema, átomos e o terceiro fator, puro espírito, poderão ser termos sinônimos. O Raio Primordial e o Raio Divino, mais o terceiro Raio cósmico da Vontade e Poder.

3. Átomos são inseparáveis do Espírito. D. S., I, 367.

a. São envoltórios através dos quais se manifesta o Deus que lhes dá forma.
b. O formato do envoltório é esférico.
c. A qualidade do envoltório é amor latente.

d. A matéria do envoltório é substância inteligente ativa.


7 D. S., II, 72.

8 As quatro subdivisões do desejo devem ser estudadas no Brahmana do Sama-veda. (1) O desejo de conhecer; daí (2) vem o desejo de possuir; depois (3) o desejo de garantir a posse, ou seja, dar os passos necessários que lhe trarão a posse; e finalmente (4) a aquisição. Estas são respectivamente as quatro subdivisões: desejo-cognitivo, desejo propriamente dito; desejo ativo e soma total dos desejos.

“O regente do desejo é Shiva, e sua instrução para os seus sub-hierarcas é: Olhem, nosso trabalho é o trabalho de destruição. A ordem e os meios são os seguintes. Isto deve ser destruído primeiro, este depois; este e aquele trabalho de negação deve seguir-se. Primeiro, inquirir; entreter o ‘desejo de conhecer’, e compreender totalmente a natureza do Eu e do Isto. Então entreter o desejo de possuir, ‘Eu obterei o Eu e o Isto.’ Tendo-os obtido, passarei à Negação, à declaração, ‘(não eu não mais os quero)’! Na Negação está a soma total, sam-a-hara, ‘reunindo tudo’, e é também o sam-hara, o ‘absorver tudo’, reabsorção, destruição.” Pranava-Vada, p. 364.


9 1. Os Nomes do Sol mencionados na Doutrina Secreta são:

a. Marttanda. D. S., I, 61, 126-129, 483; II, 221.
b. Agni. D S., II, 60, 400.
c. Surya. D. S„ I, 127, 643.
d. Hélios. D. S., II, 47.
e. Apollo. D. S„ II, 6, 129.

2. Na Doutrina Secreta, o Sol tem os seguintes significados:

a. O Sol Central Espiritual. D. S., I, 519, 520, 700, 736; II, 120, 249, 251.
b. O Sol físico visível. D. S., I, 628.
c. Os três Sóis secundários. Como acima.

Considere o Microcosmo, manifestando-se através do corpo causal, que contém os três átomos permanentes, os centros de força para os três corpos, o mental, astral e físico.

3. Considerem as três afirmações seguintes. D. S., I, 574.

a. No Cosmos O Sol é o kama-rupa ou o corpo de desejo de Akasha (o segundo aspecto de Brahma) Comparar com ‘o Filho da Necessidade’. D. S., 1,74.
b. No sistema O Sol é o sexto princípio, buddhi, e seu veículo. (Os Dragões de Sabedoria tomando forma no quarto éter cósmico, nosso plano buddico).
c. Como uma entidade O Sol é o sétimo princípio de Brahma, ou o aspecto da matéria inteligente ativa.

É aqui que surge a chamada ‘rejeição’, porque a consciência ou desenvolvimento do Ego lógico ou humano, a meta da evolução, e não o aspecto matéria. “O Raio Primordial é apenas o veículo do Raio Divino.” D. S., I, 108.


10 Forma: O modelo segundo o qual a natureza realiza seu trabalho externo. D. S., II, 107; ver D. S., 1,619.

1. A ideação divina passa do abstrato ao concreto, ou forma visível.

a. O objetivo é uma emanação do subjetivo. D. S., I, 407.
b. O impulso é a energia do Espírito causando a objetividade. D. S., I, 349, 683.
c. O Logos torna objetivo um pensamento oculto. D. S., II, 28.

2. Três coisas são exigidas antes que qualquer forma de energia possa tornar-se objetiva. D. S., I, 89.

1. Privação...Separação. Impulso inicial. Energia. Vontade.
2. Forma... ...Qualidade ou formato. Natureza. Amor.
3. Matéria Esfera objetiva. Atividade inteligente. Ver D. S., III, 561.

3. A Vida precede a forma. D. S., I, 242.

a. O Pensador permanece para sempre. D. S., II, 28.
b. A força da vida é a transformação do pensamento do Logos em energia. D. S., 111,179.

4. O Espírito evolui através da forma e fora da forma. D. S., I, 680.

a. O Espírito tem de adquirir plena autoconsciência. D. S., I, 215.
b. A forma aprisiona o Espírito. D. S., II, 775.
c. A forma é o princípio da limitação. D. S., III, 561.
d. O Espírito dá forma aos invólucros. D. S., I, 669, nota.
e. O Espírito atravessa o ciclo do Ser. D. S., I, 160.

5. Os devas são a origem da forma. D. S., I, 488. Existem em dois grupos:

a. Os Ahhir são o veículo do pensamento divino. D. S., I, 70.
b. O Exército da Voz. D. S., I, 124.

Eles são a soma total da substância dos quatro planos superiores e dos três inferiores.

6. Há uma forma que combina todas as formas. D. S., I, 77, 118.


11 A seguinte fórmula antiga relacionada à Transmutação é de todo interesse, pois foi a base do trabalho alquímico de outrora. “Verdadeiro, sem erro, correto: aquele que está acima é como o que está embaixo e o que está embaixo é como o que está acima, para realizar os milagres da coisa una; e como todas as coisas surgiram do Uno através de Sua meditação, também as coisas, por adaptação, surgiram deste Ser uno.

Seu pai é o Sol, sua mãe, a Lua; o vento carrega-o em seu ventre e sua Mãe é a Terra. Este é o Pai de toda a perfeição, e consumação do mundo todo. Seu poder é total, se ele se voltar para a Terra.

“Tu separarás a terra do fogo, o sutil do denso, gentilmente, com muita sagacidade; ele ascende da Terra para o Céu, e novamente desce à Terra; e recebe a força dos superiores e dos inferiores - assim vós tendes a glória do mundo todo; portanto, deixai que a obscuridade se afaste de vós. Esta é a maior virtude de todas as virtudes, suplantando tudo que é sutil e penetrando em tudo que é sólido. Assim foi o mundo criado.” Tábua Esmeralda de Hermes

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