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Livros de Alice Bailey

Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

Índice Geral das Matérias

Seção Dois - Divisão F - A Lei da Atração
I. AS LEIS SUBSIDIÁRIAS
II. OS EFEITOS DA LEI DA ATRAÇÃO
III. RELAÇÕES GRUPAIS
III. Relações Grupais
1. As Três Relações Atômicas
2. As Sete Leis do Trabalho Grupal
3. Os Vinte e Dois Métodos de Interação Grupal

III. RELAÇÕES GRUPAIS

Ao estabelecer a relação grupal com os reinos superiores, o homem não cometeu esse erro, embora pequeno seja o progresso por enquanto feito, e poucas sejam as unidades humanas que conseguiram mesclar sua consciência com a das maiores Inteligências diretoras e permanecer na família humana. Isto acontece na Raja Ioga.

Ficará evidente, portanto, que no quarto reino, o humano, onde a quarta Hierarquia está buscando experiência, existe um esforço para alcançar a fusão ou centralização das forças dos três grupos.

a. Da energia representada pelo reino animal,

b. Da energia exclusivamente humana,

c. Da energia espiritual do grupo que é o representante da força búddhica, introduzindo assim nesta terceira grande realização, a própria força de atma, da qual buddhi é apenas o veículo.

Estas três correntes de forças devem manter a seguinte posição:

Força búddhica - Positiva.
Energia humana - Equilibrada.
Energia animal - Negativa.

Ou, em outras palavras, o fator positivo controlador deve ser a energia espiritual, à qual a natureza animal tem de ser inteiramente receptiva, mantendo as duas uma posição relativa de Pai-Mãe. A energia puramente humana serve como um fator balanciador criando um ajustamento entre o aspecto Espírito e o aspecto matéria. É esta tríplice relação grupal que faz do microcosmos um reflexo tão genuíno do Homem maior, e do Quarto Reino um real representante dos processos cósmicos.

As mesmas leis governam o relacionamento desses três fatores assim como governam a inter-relação grupal dos aspectos Brahma-Vishnu-Shiva; tempo e espaço, ou a “divina oportunidade”, desempenham seu papel no trabalho grupal microcósmico assim como eles o fazem no macrocósmico, e a evolução cíclica prossegue em seu trabalho de ajustamento grupal para as duas unidades, com o objetivo de produzir eventual harmonia grupal em ambos os casos. É a harmonia do indivíduo consigo mesmo e com as unidades que o rodeiam, e sua percepção da unidade essencial de toda a vida, que produz a grande expansão de consciência e conduz à identificação individual com algum todo maior.

O trabalho de um átomo humano, portanto, é uma réplica do que ocorre no átomo solar ou planetário; e serve como um incentivo para aquelas minúsculas vidas individuais que encontram o seu lugar nos seis reinos subumanos (três elementais e três materiais). Em um caso, temos uma correspondência de natureza tão íntima que mais parece uma réplica em pequena escala; no outro caso, temos analogias que produzem aquilo que pode ser considerado como um reflexo do todo. Em ambos os casos, temos relações grupais básicas, fundamentais leis grupais que produzem relações intergrupais e provocam uma união essencial entre todas as formas de vida. Não é minha intenção falar muito sobre formas grupais e trabalho grupal. Compete ao estudante estudar a si mesmo e ao meio que o circunda, e assim chegar às suas próprias conclusões. Vamos, pois encerrar esta parte do nosso Tratado com uma breve enumeração das:

1. Três relações atômicas.
2. Sete leis do trabalho grupal.
3. Vinte e dois métodos de interação.

Estas trinta e duas fases e ideias precisam ser aplicadas gradualmente a todos os átomos, as pequeninas vidas que constituem a soma total de todos os mundos materiais, o átomo planetário, o macrocosmo para todos nos cinco planos, e o átomo solar, a síntese de tudo nos sete planos e das sete evoluções.

1. As Três Relações Atômicas

Individual
Diz respeito ao fogo central de todos os átomos e afeta a relação daquele centro positivo com tudo que se encontra dentro de sua esfera de influência.

Sistêmica
Diz respeito à relação de todos os átomos com os outros átomos que se encontram dentro de sua esfera de influência, ou escala de contatos.

Universal
Diz respeito à identificação de todos os átomos com estes grupos particulares e sua consequente subordinação aos interesses do todo maior.

Podemos notar aqui que o objetivo imediato do reino humano é estabelecer conscientemente relações sistêmicas, e tornar-se ativa, e conscientemente, parte do trabalho grupal. A consciência individual de relacionamento é de certo modo estabelecida devido à existência da autoconsciência. O trabalho para os reinos sub-humanos é o estabelecimento de autorrealização consciente, ou a produção de um individualismo distinto em cada forma de vida atômica, enquanto que o objeto das vidas super-humanas é o estabelecimento de uma consciência universal que permitirá a cada planeta e vida solar tornar-se, consciente e inteligentemente, parte de um todo cósmico.

2. As Sete Leis do Trabalho Grupal

Estas leis só podem ser expressas por meio de termos místicos, e é deixado à intuição do estudante aplicá-los às formas de vida mais materiais.

Lei 1. A Lei do Sacrifício. Envolve a imolação e sacrifício daquilo que já foi realizado. É a crucificação, a lei básica de todo trabalho grupal, o princípio governante que leva cada unidade humana a tornar-se eventualmente um Salvador.

Lei 2. A Lei do Impulso Magnético. Rege as primeiras percepções de qualquer átomo dos seus contatos ambientais, e a procura do contato por aquele átomo, de modo que eventualmente é estabelecida uma relação entre aquilo que é compreendido como parte do grupo, e a unidade. Isto não é o mesmo que estabelecer contatos sensíveis, uma vez que a relação estabelecida é entre o Eu existente em todos, e não entre aspectos do Não-Eu. Esta lei é, às vezes, chamada “O primeiro passo em direção ao casamento”, uma vez que ela resulta numa eventual união entre o homem, ou átomo, e o grupo, o que produz relações harmoniosas.

Lei 3. A Lei do Serviço. Assim chamada por falta de um termo melhor, esta lei diz respeito à identificação de um átomo com o interesse grupal, e à firme negação, pelo átomo, de seus próprios interesses materiais. Trata do processo ou método pelo qual um átomo (positivo em sua própria vida centralizada) gradualmente responde e torna-se receptivo à vida positiva do grupo.

Lei 4. A Lei da Repulsão. Refere-se à habilidade de um átomo de descartar ou recusar o contato de qualquer energia considerada hostil à atividade grupal. Literalmente, é uma lei de serviço; porém, só entra conscientemente em ação quando o átomo já estabeleceu certas discriminações básicas, e guia suas atividades através do conhecimento das leis do seu próprio ser. Não é a mesma Lei de Repulsão que é usada em conexão com a Lei de Atração entre formas materiais. As leis que estamos considerando agora, estão relacionadas à psique, ou ao aspecto Vishnu. Um grupo de leis diz respeito às energias que emanam do Sol físico; as que estamos agora considerando emanam do coração do Sol. A “repulsa” que estamos tratando aqui (quando conscientemente aplicada através da energia desenvolvida pelo coração de um átomo humano, por exemplo) tem o efeito de favorecer os interesses da unidade repelida e impelir essa unidade cada vez mais para o seu próprio centro. Talvez possamos dar uma ideia da grande beleza desta lei através desta frase ocultista encontrada num certo livro antigo:

“Esta força de repulsão impele para sete direções, e força tudo com o qual entra em contato, a retornar para o seio dos sete pais espirituais.”

Por meio da repulsão, as unidades retornam ao lar e, as que estão extraviadas, são impulsionadas para o seu próprio centro. A Lei da Repulsão, ou a corrente de energia a que foi dado este nome, pode agir partindo de qualquer centro, porém no sentido em que está sendo considerada aqui, deve emanar do coração para realizar o necessário trabalho grupal.

Lei 5. A Lei do Progresso Grupal. É às vezes chamada “a Lei da Elevação”, porque diz respeito aos mistérios da realização grupal e expansões da consciência, e do papel que cada unidade desempenha no progresso geral de um grupo. Em relação à família humana, por exemplo, é preciso sempre recordar que nenhum átomo humano atinge a “plenitude da vida” sem antes ter acrescentado muito à natureza geral do seu próprio grupo. A elevação de uma unidade resulta na elevação de todo o grupo; a realização da unidade desperta eventualmente o reconhecimento grupal; a iniciação da unidade conduz finalmente à iniciação planetária e a conquista da meta pelo átomo humano e a consecução de seu objetivo resulta em firme e constante consecução grupal. Nenhum homem vive para si mesmo, e a crucificação das unidades durante aeons e a compreensão de sua natureza essencial, somente com o fim de oferecer aos interesses do grupo o melhor que têm, são apenas métodos por meio dos quais o trabalho de liberação é realizado.

Sacrifício, Serviço, Magnetismo (“Eu, se for elevado, elevarei todos comigo”), Progresso Grupal, Divina Repulsão, são apenas termos inadequados que usamos para expressar a verdade divina de que a vida e expressão do Logos solar só será possível, e Seu propósito só será revelado, quando Ele tiver levado cada unidade atômica à etapa da autorrealização. Então, Ele as conduzirá ao sacrifício desse eu realizado para que o propósito e a vontade sejam consumados e a vida e glória divinas brilhem com perfeito esplendor.

Podemos expressar isto em termos mais materiais dizendo que, quando houver o domínio das leis da Alma, o corpo físico logoico tornar-se-á uma expressão do Seu propósito autorrealizado.

As duas leis finais concernentes à atividade grupal só podem ser abordadas muito brevemente, porque seu real significado é somente aparente a discípulos aceitos. Dizem respeito principalmente aos planos astral e mental e, pois, aos veículos correspondentes das unidades grupais. É preciso lembrar que um grupo que está funcionando no plano físico encontra-se também no astral e mental, numa forma ainda maior. Assim como o corpo astral de um homem é maior do que seu corpo físico e tem portanto em sua estrutura um número maior de unidades atômicas, também o grupo astralmente considerado contém mais unidades do que no plano físico. As leis que estamos mencionando dizem respeito à relação das unidades do plano físico com as que formam parte do grupo, e contudo funcionam sem os invólucros ou veículos do plano físico. A mesma ideia deve ser aplicada às unidades desprovidas do veículo físico que são partes componentes do corpo mental do grupo.

Estas duas leis são chamadas:

6. A Lei da Resposta Expansiva.
7. A Lei dos Quatro Inferiores.

Estas leis somente se tornam operativas nas unidades no plano físico que começam a responder conscientemente àqueles grupos de trabalhadores que estão desencarnados.

Sob o ponto de vista de um discípulo, todas estas leis operam somente nos três mundos, embora seja desnecessário dizer que as analogias serão encontradas em todos os planos. Estas sete leis são aquelas que são conhecidas e estudadas conscientemente em todos os grupos sob a direção dos Mestres.

Para cada uma destas sete Leis, há um símbolo e fórmula específicos. Nesta etapa do ensinamento, ou através deste Tratado, não é possível revelar as fórmulas. O símbolo pode ser descrito, e se o estudante refletir cuidadosamente sobre a nomenclatura da Lei, seu nome oculto e seu símbolo, muita coisa poderá ser percebida a respeito das inter-relações grupais. São estas as leis que serão enunciadas, no próximo ciclo de regeneração, pelo Grande Senhor Que as demonstrará com o Seu aparecimento, e que serão gradualmente aplicadas aos métodos de trabalho de todas as organizações, irmandades, fraternidades e círculos maçônicos.

AS LEIS E OS SÍMBOLOS

Nome Exotérico Nome Esotérico Símbolo Energia do Raio
1. Lei do Sacrifício Lei Daqueles que Escolhem Morrer Cruz Rosada com o Pássaro Emanação do 4º Raio. Um fator único.
2. Lei do Impulso Magnético Lei da União Polar Duas esferas ígneas e um triângulo Energia irradiadora do 2º Raio. Fator de manifestação.
3. Lei do Serviço Lei da Água e dos Peixes Um Homem com um Cântaro à Cabeça Emanação da energia do 6º Raio. Fator vivificante.
4. Lei da Repulsão Lei de Todos os Anjos Destruidores Um Anjo com a Espada Flamejante Energia repulsiva do 1º Raio. Fator de dispersão.
5. Lei do Progresso Grupal Lei da Elevação A Montanha e a Cabra Energia progressiva do 7º Raio. Fator de evolução.
6. Lei de Resposta Expansiva (Inominada) O Flamejante Sol Rosado Energia Expansiva do 3º Raio. Fator de Adaptação.
7. Lei dos Quatro Inferiores Lei da União Elétrica Figuras masculina e feminina (costas contra costas) Energia Ígnea do 5º Raio Fator vitalizador.

Lei 1.
Uma cruz rosada, com um pássaro pairando sobre ela.

Lei 2
Duas esferas ígneas unidas por um triângulo também ígneo, representando assim a tríplice interação entre todas as estruturas atômicas.

Lei 3
Um cântaro d’água equilibrado à cabeça de um homem de pé formando uma cruz. É esta lei que introduz a energia simbolizada pelo signo de Aquário e é esta lei o fator governante da Era de Aquário. Podemos acrescentar aqui que o símbolo da Lei 2 foi que deu origem à balança do signo de Libra, porém com o passar das eras sua verdadeira forma foi distorcida. Nem todos os signos astrológicos têm origem em outros signos, uma vez que poucos remontam ao Ashram de um Mestre.

Lei 4.
Temos aqui o anjo com a espada flamejante girando em toda sas direções. Este simbolismo é apoiado pela Bíblia, onde o Anjo guarda o tesouro e impele o homem a buscar outro caminho de entrada, forçando-o assim ao ciclo de renascimentos até que ele encontre o portal da iniciação. Ocultamente, considera-se que este portão está livre da intervenção da espada, porque o homem já desenvolveu a habilidade de elevar-se como uma águia em suas asas.

Lei 5.
O símbolo é a montanha em cujo topo se encontra uma cabra, novamente um símbolo astrológico, o de Capricórnio. Todos os lugares de difícil acesso podem ser alcançados e superados pela “Cabra Divina”, símbolo do grupo, visto como uma unidade.

Lei 6.
O símbolo contém um incandescente sol rosado, com um signo no centro, o qual simboliza a união do fogo e da água; abaixo deste signo encontra-se um hieróglifo que não pode ser revelado, porque ele dá a pista para o signo da Terra e a nota-chave do corpo físico do Logos planetário.

Lei 7.
Neste símbolo temos a forma de uma figura masculina e de uma figura feminina de costas uma para a outra; a figura masculina sustenta acima da cabeça algo como um escudo ou bandeja de prata, um grande refletor, enquanto a figura feminina sustém, acima da cabeça, uma urna cheia de óleo. Abaixo deste signo há um outro hieróglifo que contém o segredo do plano astral, o qual tem de ser dominado pelo mental.

Estas sete leis podem ser estudadas por meio de analogias. Veremos que a energia de qualquer centro em particular e a energia de uma das leis poderão harmonizar-se.

3. Os Vinte e Dois Métodos de Interação Grupal.

Estes métodos de interação grupal só poderão ser compreendidos se considerarmos o fato de que todos os grupos se encontram em um ou outro dos sete Raios, e que, portanto, sua interação será tríplice, a qual, por sua vez terá:

a. uma tríplice interação interna, e
b. uma tríplice interação externa.

Podemos, portanto, tomar os sete Raios e dar-lhes os nomes para os três modos em que os grupos de qualquer raio interagem; ao considerá-los, devemos lembrar que estamos realmente estudando as vinte e uma vibrações da Lei da Atração ou movimento, com a vibração básica - a síntese das vinte e uma - perfazendo assim as vinte e duas.

MÉTODOS DE ATIVIDADE DOS RAIOS

I. Raio do Poder

1. Destruição das formas através da interação grupal.
2. Estimulação do Eu, ou princípio egoico.
3. Impulso espiritual, ou energia.

II. Raio do Amor-Sabedoria

4. Construção de formas através do intercâmbio grupal.
5. Estimulação do desejo, o princípio amor.
6. Impulso da alma, ou energia.

III. Raio da Atividade ou Adaptabilidade

7. Vitalização das formas através do trabalho grupal.
8. Estimulação das formas, o princípio etérico ou prânico.
9. Impulso material ou energia.

IV. Raio da Harmonia, União

10. Aperfeiçoamento das formas através da interação grupal.
11. Estimulação dos Anjos solares, ou do princípio manásico.
12. Energia búddhica.

V. Raio do Conhecimento Concreto

13. Correspondência de formas ao tipo através da influência grupal.
14. Estimulação do corpo físico denso logoico, os três mundos.
15. Energia ou impulso manásico.

VI. Raio do Idealismo Abstrato ou Devoção

16. Reflexo da realidade através do trabalho grupal.
17. Estimulação do Homem através do desejo.
18. Energia do desejo, instinto e aspiração.

VII. Raio da Ordem Cerimonial

19. União da energia e substância através da atividade grupal.
20. Estimulação de todas as formas etéricas.
21. Energia vital.

Estes vinte e um métodos e sua síntese resumem, em grande parte, tudo que pode ser dito a respeito das ações e movimentos de toda a substância dévica e de todas as formas. Sob a Lei de Atração, a interação entre estas forças de raio e todas as formas atômicas é efetuada, e a manifestação torna-se um fato na natureza, e a grande Maya aparece. Concluindo, podemos observar que os seguintes fatores:

3 Relações Atômicas
7 Leis
22 Métodos de atividades
32  

somam trinta e duas vibrações necessárias para produzir, no que diz respeito ao homem, os cinco planos de evolução. Há, como sabemos, os trinta e cinco subplanos, ou na realidade, as trinta e duas vibrações menores e as três que dominam.

AS SETE HIERARQUIAS

Hierarquia Nºs Símbolo Aspecto Força Tipo
1. As Vidas Divinas 1 ou 6 O Lótus Dourado de 12 pétalas fechadas Um da 6ª Força Cósmica ou Shakti.
2. Os Ardentes Filhos do Desejo 2 ou 7 Sete Esferas coloridas, cada uma com um fogo central Dois da 7ª Shakti.
3. As Tríades ou As Flores Triplas 3 ou 8 Uma Chama tríplice pairando sobre um altar fulgurante Três da 1ª Shakti ou tipo de força.
4. Os Senhores do Sacrifício ou Os Iniciados 4 ou 9 O Filho de pé com os braços estendidos no espaço Segundo da Quarta Energia Cósmica.
5. Os Crocodilos ou os Seres Perfeitos 5 ou 10 A Estrela de 5 pontas com o símbolo do Sistema 1 no centro Quarto da Quinta Força Cósmica (Mahat).
6. Os Fogos Sacrificiais 6 ou 11 Uma Lua prateada coroada por uma cruz de braços iguais Terceiro da Sexta Força Cósmica.
7. As Cestas de Alimento ou as Vidas Cegas 7 ou 12 Um Homem invertido com os olhos cerrados Quarto da Sétima Força Criativa.

Assim como os três planos do Ego no plano mental dominam os planos restantes nos três mundos, também nos cinco mundos da Hierarquia, os três subplanos superiores do plano átmico mantêm um lugar análogo.

Para finalizar, podemos dar certos símbolos das doze Hierarquias Criativas. Não é possível revelar os símbolos que os Adeptos conhecem, porque tais símbolos revelariam muitas coisas que consideramos prudente manterem segredo, porém os símbolos que são encontrados nos registros acessíveis aos discípulos, podem ser dados, os quais após minucioso estudo revelarão pontos essenciais do caráter da Hierarquia.

Os símbolos das 5 hierarquias já ultrapassadas são:

1. Uma esfera ígnea verde com três raios cor de rosa.

2. Uma esfera, dividida por um Tau, nas cores verde e prata.

3. Um pássaro de plumagem escura e com um olho de fogo radiante.

4. Duas estrelas de vívida cor rosa ligadas por uma tira violeta.

5. Um ovoide de cor índigo com cinco letras ou palavras simbólicas dentro de seus bordos.

Estas hierarquias são também classificadas juntas e consideradas como uma só, e em termos esotéricos chamadas “As Vidas daqueles que apareceram, giraram e reuniram para si mesmas o quinto aspecto de Mahat.”

Este símbolo, que significa a liberação alcançada e o ganho conquistado no Sistema Um, tem a forma de um resplandecente altar de puro fogo, do qual está escapando um pássaro de plumagem verde e dourada com cinco asas estendidas. Acima deste símbolo aparecem certos hieróglifos da antiga escritura sensar significando “Eu ainda busco.”

Os símbolos das sete Hierarquias Criadoras atualmente em manifestação estão todos encerrados em um círculo denotando a limitação e circunscrição da Vida. Todas estas hierarquias são Filhos do Desejo, e são acima de tudo uma expressão do desejo do Logos solar por manifestar- Se, e recebem do plano astral seu primeiro impulso. Expressam também a vibração que emana da segunda fileira de pétalas do Lótus egoico no plano mental cósmico.

Todas elas são, portanto, expressões de Sua natureza amor, e é por esta razão que buddhi é encontrado no coração do mais pequeno átomo, ou daquilo que nós chamamos, neste sistema, de fogo elétrico. Para a vida central positiva de todas as formas, nada mais é do que a expressão de buddhi, e o jorrar de um amor que tem sua fonte no Coração do Logos Solar; em si mesmo, este é o princípio que emana DAQUELE GUE ESTÁ ACIMA DO NOSSO LOGOS, SOBRE O GUAL NADA PODE SER DITO.

É amor que se limita pelo desejo, e por aquilo que é desejado. É amor que se derrama sobre todas as formas, que desse modo são estimuladas e ajudadas; é o cumprir de divinas obrigações assumidas em nebulosos e distantes kalpas anteriores à triplicidade dos sistemas solares que mal podemos vislumbrar, e é o “Pai da Luz” (em sentido cósmico) derramando-Se para tudo aquilo a que está atado e que é Seu dharma erguer até Seu Trono. Não é possível descrever a revelação do Amor do Logos solar à medida que ele se revela ao olhar do vidente iluminado, nem demonstrar a natureza do cósmico Senhor do Sacrifício à medida que Ele se limita com o fim de salvar. A cada passo ao longo do Caminho, a extensão desse amor e sacrifício amplia-se à medida que o discípulo reconhece, em minúscula medida, ser ele próprio, um Senhor do Sacrifício e Amor. Isto só pode ser apreciado, quando as duas fileiras internas de pétalas egoicas se abrem; o conhecimento não pode revelá-lo; somente quando o homem transcende o conhecimento e reconhece que ele próprio é inclusivo e não-separativo, é que esta particular revelação lhe chega.

Este é o segredo por trás dos sete símbolos, cada um dos quais oculta um aspecto do sétuplo Amor de Deus à medida que ele vai sendo revelado através da hierarquia de Seres, ou à medida em que o Filho, Gue é a soma total do Amor de Deus, o revela.

Ao mesmo tempo devemos considerar a força manejada por uma ou outra Hierarquia.

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