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Livros de Alice Bailey

Um Tratado sobre o Fogo Cósmico

Índice Geral das Matérias

Seção Três - O Fogo Elétrico do Espírito
Divisão B - A Natureza dos Sete Caminhos Cósmicos
Caminho I. O Caminho do Serviço na Terra
Caminho II. O Caminho do Trabalho Magnético
Caminho III. O Caminho de Treinamento para os Logoi Planetários
Caminho IV. O Caminho para Sírio
Caminho Caminho V. O Caminho do Raio
Caminho VI. O Caminho onde Se Encontra o Próprio Logosa
Caminho VII. O Caminho da Absoluta Filiação

B. A NATUREZA DOS SETE CAMINHOS CÓSMICOS

É absolutamente necessário ter em mente que, quando o termo CAMINHO é usado, significa simplesmente energia, indicando correntes de energia - sete correntes que se mesclam e fundem para formar um Caminho. É preciso notar também que o Adepto Que se submete à disciplina e que passa através dos ritos iniciatórios que lhe permitirão percorrer esses sete Caminhos, já transcendeu a cor, já atravessou o véu, e já expandiu Sua consciência, de modo que já está unificado com a vida consciente de Seu Logos planetário. Ele alcançou uma etapa incompreensível para o homem agora; Ele está abandonando o reino das formas substanciais e entrando no reino da energia. Ele conhece a vida dos dois aspectos, a alma e o corpo, e está deixando por completo o reino da percepção. Para o leitor comum, isto soa como um tolo jogo de palavras e inútil preocupação com ninharias, mas para aquele que raciocina pela Lei das Correspondências e já captou a relatividade essencial básica dos três aspectos em relação um ao outro, alcançou o conhecimento de que, por trás de todas as formas, permanece a Vida subjetiva que é conhecida por sua qualidade, sua cor, e seus atributos; ele expandiu sua consciência até que, gradualmente, ele conheceu esses atributos e qualidades, tornando-os parte de seu equipamento consciente. Porém, a pulsação da vibração dinâmica que é a causa responsável pela vida subjetiva, e por sua forma qualitativa, é ainda - para ele - o mistério dos mistérios e o inefável segredo. Torna-se a meta de seus esforços, à medida que ele põe seus pés em um dos sete Caminhos com que ele se defronta, após a quinta Iniciação. Se um Mestre de Sabedoria que unificou manas (o intelecto) e sabedoria (buddhi) desconhece o que lhe será revelado quando ele percorre o Caminho cósmico que ele escolheu, certamente é inútil para nós tentar compreender (em nosso relativo inferior grau de evolução) qual é a verdadeira conotação da palavra “Espírito.” Refletir sobre estes temas é (para o homem comum) não apenas inútil, mas também perigoso. Ele ainda não possui o mecanismo mental necessário para tornar seguro esse empreendimento. É como se tentássemos obrigar uma criança do primeiro grau na escola a compreender o cálculo diferencial e as leis da trigonometria.

Quando percorridos, esses sete Caminhos preparam o homem para receber certas iniciações cósmicas, inclusive as do Sol Sírius. Aqui podemos oferecer um indício. Cada um desses Caminhos conduz eventualmente a uma ou outra das seis constelações que, com a nossa, formam os sete centros no corpo DAQUELE SOBRE O QUAL NADA PODE SER DITO. Aqueles adeptos que permanecem, portanto, em nosso planeta por um período de tempo prescrito correspondem àqueles grandes iniciados que permanecem durante muitos kalpas em nosso sistema solar realizando certas misteriosas iniciações referentes inteiramente à evolução solar. Seu trabalho diz respeito ao sistema como um centro no corpo daquela Existência Que vitaliza o Logos do nosso próprio sistema.

Pode ser de valor nomear aqui os sete Caminhos cósmicos: (35)

Caminho I O Caminho do Serviço na Terra.
Caminho II O Caminho do Trabalho Magnético.
Caminho III O Caminho do Logos Planetário.
Caminho IV O Caminho para Sírios.
Caminho V O Caminho do Raio.
Caminho IV O Caminho do Logos Solar.
Caminho VI O Caminho da Absoluta Filiação.

É preciso manter claro na mente que estes são termos genéricos usados, pela linguagem mística da Loja dos Mestres, para os sete métodos de trabalho, de esforço e de aspiração pelos quais os filhos perfeitos da humanidade da Terra passam para os específicos Caminhos cósmicos, ou correntes de energia, constituindo, em sua totalidade, um grande CAMINHO cósmico.

Os sete caminhos, em uma certa etapa que não pode ser definida, transformam-se nos quatro caminhos, devido ao fato de que nosso sistema solar é da quarta ordem.

Esta fusão efetua-se da seguinte maneira:

Os iniciados no Caminho I, “lutam e abrem caminho” até o Sexto Caminho.

Os iniciados no Caminho II, “alquimizam-se a si mesmos” para chegar ao Sétimo Caminho.

Os iniciados no Caminho III, “ao romper o véu” encontram-se no Quinto Caminho.

Resta agora considerar o Caminho IV. Por este Caminho passam todos aqueles que, através da devoção e atividade combinadas, alcançam a meta, mas falta-lhes ainda o pleno desenvolvimento do princípio manásico. Sendo este o sistema solar do amor-sabedoria, ou do desenvolvimento astral-búdico, o quarto Caminho inclui o maior número de filhos dos homens. Na hierarquia do nosso planeta, os “Senhores da Compaixão” são mais numerosos do que os “Mestres da Sabedoria.” Os primeiros, portanto, precisam todos passar para o sol Sírios para lá se submeterem a uma tremenda estimulação manásica, pois Sírios é a fonte emanadora de manas. Para lá os místicos têm que ir e tornar-se o que é chamado “uma centelha de eletricidade mahática.”

Estes sete Caminhos não se ocupam da natureza dos pares de opostos, nem do equilíbrio entre esses opostos. Eles ocupam-se exclusivamente com a unidade, com aquilo que utiliza os pares de opostos como fatores na produção da LUZ. Eles lidam com aquela desconhecida entidade que é responsável pelos pares de opostos; portanto, eles estão principalmente envolvidos com aquilo que se encontra fora das formas manifestadas, a verdadeira abstração, ou o Absoluto. Espírito e matéria jamais estão dissociados durante a manifestação, eles são a dualidade subjacente a tudo aquilo que é objetivo. Contudo, algum fator é responsável por eles - aquilo que não é nem Espírito, nem matéria, aquilo que será considerado não-existente por qualquer pessoa, exceto o iniciado. Na terceira Iniciação, um lampejo de luz sobre esta Atração é percebido pelo iniciado, e quando ele alcança a quinta Iniciação, ele já percebeu o bastante para levá-lo a ardorosamente dedicar-se a desvendar seu segredo.

Caminho I. O Caminho do Serviço na Terra.

A natureza da força espiritual que anima o grupo de nossos peculiares iniciados planetários talvez se torne aparente, se os métodos e propósitos de seu trabalho forem estudados sob o ponto de vista da energia subjetiva, e não tão especificamente sob o ponto de vista da forma material. Este ponto de vista pode ser reunido mais facilmente se estudarmos o impulso animador que subjaz a todos os grupos mundiais que estão particularmente consagrados à elevação da raça. Isto necessariamente incluirá todas as organizações políticas, religiosas, científicas e metafísicas. Veremos que todas e cada uma delas, estão definidamente relacionadas, e apresentam certo grau de unificação com algum dos numerosos grupos ocultistas, os quais são responsáveis (geralmente sem o conhecimento do grupo afiliado) pela vitalização das principais unidades em qualquer uma destas organizações que está realizando este trabalho pioneiro.

Este primeiro Caminho é aquele que mantém o homem vinculado à Hierarquia que está comprometida a servir ao nosso esquema planetário, e inclui aqueles que trabalham sob as ordens do Senhor do Mundo nos sete grupos em que nossos Mestres de Sabedoria estão divididos. Só a um número determinado de Mestres é permitido seguir este Caminho a fim de levara cabo a evolução planetária. Conhecemos mais sobre este Caminho do que sobre qualquer um dos outros, e mais saberemos, à medida que um maior número de membros da humanidade estejam capacitados para estabelecer contato com os Irmãos da Hierarquia. Seu campo de ação, Seus métodos de trabalho, tornar-se-ão eventualmente exotéricos, e à medida que os sete grupos sejam reconhecidos e se tornem conhecidos, a consequência lógica será a abertura de escolhas de desenvolvimento para preencher os lugares ocupados por esses grupos.

Os adeptos que permanecem neste Caminho distinguem-se por um atributo dual, o qual representa sua garantia de conquista e realização nesta linha de esforço espiritual. Eles são animados pela sábia-compaixão. Estas palavras devem ser cuidadosamente estudadas, pois contêm a pista para a natureza deste primeiro Caminho. Os adeptos que escolhem este Caminho são esotericamente chamados os “benéficos dragões”, e a energia com que eles trabalham e a corrente de força viva na qual eles se encontram emana da constelação do Dragão, atuando por meio do signo zodiacal Libra. Esta especial energia espiritual produz, nesses grupos que estão sob sua influência direta, uma profunda faculdade para a identificação, a qual não diz respeito à forma, nem à alma, porém somente diz respeito ao ponto positivo de vida que, na unidade humana, chamamos a “Joia no Lotus.” É preciso lembrar a este respeito que há uma joia no coração de cada átomo. Cada joia tem sete facetas, que são as sete portas para os sete Caminhos.

Os “benéficos dragões” distinguem-se por sua “luminosidade”, e é esta qualidade básica que jaz por trás da injunção dada por todos os instrutores aos seus estudantes nas palavras “deixai brilhar a vossa luz.”

Quando o adepto atravessa a “porta luminosa”, ele encontra diante de si quatro IDENTIFICAÇÕES muito peculiares e esotéricas. Esta entrada tem lugar depois que ele tenha recebido a quinta Iniciação e tenha demonstrado sua capacidade para fazê-lo através de um longo período de serviço ligado à nossa evolução planetária. Estas identificações eventualmente provocam no interior da joia - que é essencialmente a verdadeira unidade espiritual - um momentoso acontecimento, e são realizadas dentro da consciência monádica, após ter sido transcendido o envoltório átmico. Estas quatro identificações estão relacionadas com o lótus quádruplo do Logos solar, ou com Seu centro cardíaco de doze pétalas. Este lótus é às vezes chamado o “coração do Sol”, e diz respeito ao sol subjetivo. Não é possível, porém, dizer mais a este respeito.

Estas quatro Identificações são efetuadas somente neste particular Caminho, e são cada uma precedida por três identificações menores que formam uma totalidade de doze Identificações, correspondendo ao lótus de doze pétalas. O estudante minucioso terá observado que nós deixamos de empregar a palavra “iniciação”, que tem a ver especificamente com a consciência, e portanto, com a dualidade, e estamos usando uma palavra com a conotação de síntese, embora muito inadequadamente.

A energia que é manipulada no processo destas identificações é grandemente aquela que flui através da sexta Hierarquia, a qual tem uma relação esotérica com o sexto Caminho onde os iniciados do Caminho I têm que finalmente lutar para abrir caminho. O método que o adepto usará para demonstrar seu controle da energia em questão, não pode ser dado aqui. Podemos apenas dizer que a luminosidade é conquistada no campo de batalha através da luta contra o dragão. O seguinte resumo pode ser sugestivo:

CAMINHO I. SERVIÇO NA TERRA.

Atributos Sábia-compaixão.
Fonte Constelação do Dragão, via Libra.
Método Doze Identificações cósmicas.
Hierarquia A sexta.
Símbolo Um dragão verde saindo do centro de um sol flamejante. Por trás do sol, e acima dele, veem-se dois pilares ladeando uma porta fechada.
Qualidade ganha Luminosidade.

Caminho II. O Caminho do Trabalho Magnético

Ao considerar este Caminho, os estudantes precisam terem mente que, dentre todos os sete Caminhos, é este que mais plenamente expressa os efeitos da Lei da Atração. Aqueles que têm lido com cuidado este Tratado lembrar-se-ão que esta lei é a expressão da vontade espiritual que produz a manifestação do Filho (o Sol). Magnetismo-físico, atrativo e dinâmico - é a expressão da lei nos três mundos, no que diz respeito à unidade humana. Será evidente, portanto, que o adepto que segue este Caminho, está lidando com aquela realidade que é a base de toda coerência na natureza, e com aquela essência que, por meio da sua própria qualidade inata, produz a energia atrativa que une os pares de opostos; é a força responsável pela interação dos fenômenos elétricos de qualquer tipo. O adepto que escolhe esta corrente de energia cósmica a fim de realizar certas aproximações cósmicas e assim realizar uma série de desenvolvimentos cósmicos, é alguém que já trabalhou primeiramente no caminho do segundo raio antes da quinta Iniciação, e que, frequentemente, tem estado também no caminho do quarto Raio. Os adeptos que já percorreram o caminho do quarto Raio e de lá passaram para o do segundo Raio, não costumam escolher esta linha de esforço cósmico.

Aqueles que trabalham com a direção das forças ou magnetismo elétrico para o uso dos Grandes Seres em todos os planos, percorrem este Caminho. Eles dirigem a energia formativa elemental, manipulando matéria de todas as densidades e vibração. Grandes ondas de ideias e ondulantes correntes de opinião pública nos níveis astrais assim como nos níveis superiores onde trabalham os Grandes Seres, são por eles manipuladas. Um grande número de pessoas do quinto Raio, aqueles cujo Raio monádico é o do Conhecimento Concreto, passam para esta linha de esforço. A qualidade inerente ao tipo da Mônada estabelece a linha de atividade. O carma do quinto Raio é um dos fatores que o produz. Estas Mônadas trabalham com fohat, e devem assim continuar até o fim do manvantara maior. Elas têm sua posição eventual no plano mental cósmico, porém, como por enquanto a capacidade de pensar de forma abstrata é tão pouco desenvolvida, é impossível para nós compreender o significado desta expressão.

Três tipos de trabalho magnético já foram dominados pelo adepto que trilha este segundo Caminho. Ele domina, nos três mundos, o trabalho mágico de construção da forma por meio da manipulação da energia magnética, e da utilização da energia atrativa fohática, com o fim de “atar os construtores.” Isto ele o faz por intermédio de uma natureza inferior purificada, que pode agir como um transmissor perfeito.

Ele aprendeu também o segredo da coerência grupal nos níveis superiores do plano mental em conexão com seu próprio Logos planetário, e com os outros dois Logoi que com ele formam um triângulo sistêmico, dentro do sistema solar. Ele adquiriu também a compreensão das forças que unem as várias correntes de energia vivente que Deles emanam e promovem os planos da evolução solar. Isto torna-se-lhe possível quando ele consegue funcionar no veículo monádico e está consciente nessa unidade de força;

Isto foi expresso no Velho Comentário nas seguintes palavras:

“Os sete Irmãos amam-se uns aos outros, não obstante, durante muitos aeons, cada um buscou o caminho do ódio. Eles matam e odeiam uns aos outros até que encontram aquele que não morre nem pode ser ferido. Ficam então juntos e servem, e através de seu serviço, os sete sois se queimam.”

Os sete sois são destruídos porque, quando a síntese e a unidade são alcançadas, e quando as forças diferenciadas tornam-se uma força homogênea, o efeito atrativo ou magnético desta coerência é uma unidade manifestada no plano físico, e também no lado subjetivo da natureza. Isto produz, necessariamente, a destruição de todas as formas limitadoras, a fusão dos fogos, e o aparecimento - como chama objetiva - do corpo vital do Logos, antes da abstração final e a subsequente morte ou obscurecimento do sistema solar.

O aspecto vontade ou propósito, o qual constitui a vida espiritual por trás de todos os fenômenos, repentinamente faz-se sentir e ver. A produção disto constitui o principal trabalho do adepto que, deixando seu particular Caminho do Raio, passa para o Caminho II.

Aqueles que percorrem este segundo Caminho, trabalham com energia magnética ou atrativa, porque já se identificaram com ela. Eventualmente, eles passarão para o Caminho VII, o Caminho da Absoluta Filiação. Tudo que pode ser dito aqui a respeito do seus esforços é que este Caminho os leva (por intermédio do centro coronário logoico) para o Coração de AQUELE SOBRE O QUAL NADA PODE SER DITO. Eles são totalmente varridos da evolução sistêmica por uma grande maré de energia atrativa que emana de um dos maiores centros daquela Grande Existência Que é a fonte da vida do Logos solar. Este centro, é claro, constitui uma das sete constelações. Como esta é uma das mais potentes constelações, no que diz respeito ao nosso sistema solar, devido ao fato de que este sistema expressa, predominantemente, amor ou energia atrativa, e nosso Logos está ainda polarizado no Seu corpo astral cósmico, não é permitido revelar sequer o nome da constelação. Se fosse conhecido o nome, e um determinado número de pessoas pudessem realizar o trabalho de meditação e visualização ocultista, acompanhado por vívida imaginação, poderia ser possível atrair, para o nosso sistema, um tal fluxo da energia atrativa dessa constelação que aceleraria indevidamente os processos de evolução do nosso planeta, interferindo assim perigosamente na economia do sistema. As pessoas ainda não se deram conta da potência da meditação, especialmente a meditação grupal.

O signo zodiacal envolvido é Gêmeos, e a razão será evidente para todos os iniciados treinados.

É necessário explicar agora a expressão anteriormente usada a respeito da transferência de adeptos do segundo Caminho para o Sétimo Caminho. Foi dito que para tal eles “alquimizam-se a si mesmos.” Poderemos fazer uma ideia do significado desta expressão, se considerarmos os propósitos do calor, quando separado da umidade, e do método de empregar tal calor. Os adeptos usam os “fogos secos alquímicos” para produzir os resultados desejados ao ajudar o processo evolutivo. Quando eles usam esses “fogos secos”, a reação sobre eles próprios é tal, que eles transmutam a centelha elétrica (ou a Mônada no interior da chama da Vida planetária) e a desintegram de tal forma que ela pode passar, através da teia etérica sistêmica, para aquela corrente de energia cósmica que emana da constelação acima mencionada.

Eles são então conhecidos como “Centelhas absolutas do amor paterno”, ou, na linguagem exotérica dos iniciados, eles passam para o Caminho VII, o da “Absoluta Filiação.”

Os atributos que o adepto deve possuir neste caminho antes de iniciar o necessário treinamento para o sétimo método cósmico de aproximação é receptividade ao calor e conhecimento de ritmo. É claro que estas palavras nada significarão para os não-iniciados, mas para alguns representarão muito, e quando for notado que encontrarão, acompanhando este dois atributos, a habilidade de “ver a dança das partículas de calor e as ondas quentes da vibração” (segundo um velho manual usado por aqueles que estão em treinamento neste caminho), tornar-se-á claro que os efeitos do fogo e as leis da energia ígnea e da vibração estão aqui sendo considerados. Os filhos dos homens que estão atualmente em busca do “calor da natureza amor” da unidade humana, e que somam a essa busca o cultivo de uma vívida imaginação e um intenso poder de visualizar, estão lançando os fundamentos sobre os quais se apoiará este posterior conhecimento. Porém, isto não é tão fácil como parece, pois envolve uma identificação atualmente impossível para a maioria, e o poder de perceber a natureza daquilo que está sendo visualizado, o que anula a ideia de dualidade - aquele que visualiza e aquilo que é visualizado.

O método empregado somente pode ser expresso como “a entrada no solo ardente.” O poder para isto é alcançado através de três solos- ardentes, como facilmente podemos ver:

1. O solo-ardente existente entre a Câmara da Ignorância, e a Câmara do Aprendizado. Este é o fogo destrutivo que o homem cria sob a atuação da Lei do Carma.

2. O solo-ardente da personalidade morta, que jaz entre a Câmara do Aprendizado e a Câmara da Sabedoria. É encontrado nas margens do rio da vida e tem que ser atravessado antes da terceira Iniciação.

3. O solo-ardente que o homem encontra quando está pronto para deixara Câmara da Sabedoria, como um adepto perfeito. Este é um solo-ardente tríplice que é encontrado “no cume da montanha, sendo mantido vivo e flamejante por todos os ventos do céu”. É responsável pela destruição do corpo egoico, ou causal.

O terceiro produz uma alquimicalização espiritual, enquanto os outros dois produzem resultados no lado objetivo ou lado forma, e o aspecto subjetivo ou consciência de sua natureza tríplice. Quando esses três solos-ardentes são atravessados, o adepto então está preparado para uma outra e mais terrível experiência.

As hierarquias relacionadas a este Caminho são principalmente a terceira e a quarta. Somente as unidades humanas podem passar para estes dois caminhos. As hierarquias dévicas da terceira ordem já passaram por esses caminhos e, é o trabalho prévio que realizaram que habilita o homem a fazer o mesmo. Este é um grande mistério sobre o qual nada mais pode ser dito. O grupo dos Observadores Silenciosos de todos os graus está estreitamente vinculado a este segundo caminho cósmico. Todos Eles são Senhores do Sacrifício, animados exclusivamente pelo amor, e portanto, todos já passaram através dos solos-ardentes sacrificiais.

É somente possível dar aqui o mais elementar dos símbolos exotéricos. Tem a forma de uma pira funerária ardendo, com tochas em chama em cada um dos quatro cantos. Do centro da pira, eleva-se uma estrela de cinco pontas como um foguete em direção a um sol flamejante de pronunciada tonalidade rósea.

CAMINHO II. CAMINHO DO TRABALHO MAGNÉTICO

Atributos Resposta ao calor e conhecimento do ritmo.
Fonte Uma constelação desconhecida, via Gêmeos.
Método Entrada no solo-ardente.
Hierarquia Terceira e Quarta.
Símbolo Uma pira funerária, quatro tochas, e uma estrela de cinco pontas elevando-se em direção ao sol.
Qualidade adquirida Velocidade elétrica.

Caminho III. Caminho do Treinamento para os Logoi Planetários.

Este caminho atrai para ele somente alguns poucos filhos dos homens. Envolve uma peculiar forma de desenvolvimento e a faculdade da continuidade de percepção, juntamente com identificação espiritual, que é a característica que distingue os sete caminhos cósmicos.

O adepto que escolhe este caminho preserva, de modo peculiar, a faculdade da percepção sensorial, além da identificação com o aspecto espiritual. Eles são constantemente mencionados nos arquivos ocultos como os “Senhores Cuja mayavirupa retorna continuamente.” Como eles trabalham com a psique, ou alma, e estão principalmente ocupados com o lado subjetivo da vida, eles estão ligados àquele centro no Corpo de AQUELE SOBRE O QUAL NADA PODE SER DITO, O qual é a fonte da sensação consciente. Portanto, eles são vitalizados a partir do plexo solar dessa grande Existência Cuja vitalidade toda-abrangente mantém nosso Logos, juntamente com outros Logoi solares, dentro da esfera de Sua consciência. Como sabemos, o plexo solar é o centro que sintetiza as reações e virtudes essenciais dos três centros inferiores. Este é um ponto a ter em mente quando estudamos este caminho cósmico.

Estes adeptos são também chamados os “Senhores da Maya cósmica”, pois eles trabalham com aquela faculdade que é responsável pela ilusão, e com a relação do Conhecedor com aquilo que deve ser conhecido. Lembrem-se aqui, que nós não estamos considerando os três mundos do esforço humano, exceto na medida em que eles formam uma parte do todo.

Os atributos que predispõem um homem a dedicar-se ao seu treinamento para o caminho de um Logos planetário são três, e podem ser assim expressos:

1. Visão cósmica. Estes adeptos estão vinculados ao terceiro olho logoico.
2. Audição dévica.
3. Correlação psíquica.

Como sabemos, todos os sentidos estão ligados a algum centro, e esses centros por sua vez estão ligados a centros planetários que são energizados por uma fonte cósmica análoga. Neste terceiro Caminho, o adepto tem uma específica ligação com a energia que emana dos centros cósmicos que estão relacionados à visão e à audição espirituais. O sentido do tato tem a ver principalmente com a objetividade da forma física densa, com a qual este grupo de adeptos nada tem a ver. A visão e audição e o poder de correlacionar a relação entre o Eu e o Não-Eu distinguem estes adeptos, porém o Não-Eu fica especificamente sob a direção e estimulação de um grupo de trabalhadores cósmicos totalmente diferente. É difícil tornar isto mais claro, e o estudante deve lembrar-se que estamos tratando do espírito e de outros dois tipos de energia cósmica.

Este caminho é palmilhado por aqueles que assumirão o trabalho dos sete Logoi planetários do próximo sistema solar, e dos quarenta e nove Logoi subplanetários, Seus assistentes e outras entidades que trabalham nesse departamento. Haverá sete sistemas, embora só os três maiores nos digam respeito, dos quais o nosso sistema solar é apenas o segundo.

Cada Chohan de um Raio aceita um certo número de iniciados da sexta Iniciação e os treina especialmente para este trabalho. Uma especial aptidão para lidar com cores e sons predispõe a esta escolha, e a habilidade de trabalhar com a “psique”, ou com os Espíritos em evolução, distingue o homem para este elevado posto. Podemos dizer que os Logoi planetários são os divinos psicólogos e, portanto, no treinamento para este posto, psicologia é um assunto básico, embora seja uma psicologia ainda inconcebível para nós.

Cada Logos planetário tem, em Seu especial planeta, escolhas para o desenvolvimento dos Logoi subordinados e lá os treina, dando-lhes oportunidade para uma larga experiência. Até os próprios Logoi progridem e avançam, e Seus lugares têm de ser preenchidos.

Os estudantes poderão surpreender-se em saber que a fonte da peculiar energia cósmica que flui para o nosso sistema ao longo deste Caminho cósmico, é o sol Betelgeuse. Este nome porém é um disfarce. A razão porque certos fatos relacionados a este sol têm ultimamente aparecido mais destacadamente diante do público, é na realidade uma razão subjetiva. A ciência da alma em seus vários aspectos (mental, físico e espiritual) está avançando muito no mundo, e absorvendo cada vez mais a atenção dos pensadores. Este é o resultado de certas ondas de energia incidindo sobre o nosso sistema solar e assim, eventualmente, alcançando o nosso planeta. Betelgeuse, sob o ponto de vista ocultista, é um sistema da segunda ordem, assim como o nosso sistema solar pertence à quarta ordem. Há consequentemente uma relação entre esses dois números, tanto no sistema quanto no cosmos. Esta influência alcança nosso sistema via o signo de Sagitário.

O trabalho que adeptos neste caminho têm que realizar é, primordialmente, tornar possível a manifestação da Mônada do Logos solar por intermédio do corpo de consciência, ou da forma que a alma ocupa. Assim, eles repetem, num nível superior, o trabalho daqueles Construtores que criam e tornam manifesto o corpo através do qual a alma procura expressar-se. Eles não se ocupam da objetividade; mas relacionam-se com aquela quinta Hierarquia que fornece ao homem seu corpo egoico.

Os adeptos no nosso planeta Terra que buscam este caminho, fazem-no através do departamento do Mahachohan, o qual trabalha com a inteligência ou aspecto mental da manifestação. A partir deste terceiro departamento, eles passam a estar sob o treinamento direto de um dos Buddhas de Atividade, e nas etapas finais, são ensinados pelo próprio Sanat Kumara, atuando como um Logos planetário corporificado. Este treinamento diz respeito a três assuntos principais:

1. À cor que vela o aspecto Espírito, assim como a forma densa vela a alma.

2. Ao som que o Espírito emite para tornar a si mesmo consciente, e produzir a percepção psíquica. Eles dominam a ciência da mantra ioga, mas somente em conexão com os planos superiores, e no que diz respeito aos planos cósmicos.

3. À natureza da dualidade, a qual é basicamente a ciência da alma.

É difícil expressar em palavras o método empregado por um Mestre da Sabedoria ao entrar neste Caminho cósmico. Ele tem sido chamado o método de identificação prismática, porque se refere aos véus coloridos que, como uma mortalha, envolvem a energia espiritual. Um outro modo de expressar a mesma verdade, é dizer que ele é o método de entender a canção da vida. Assim como as “estrelas cantam juntas”, assim como o “cântico dos Deuses” repica no grande coro dos Céus, ele produz uma correspondente sinfonia de cores. Este particular meio de identificação permite ao adepto atuar como o diretor do coro e produzir os necessários efeitos de cor e de acordes. Quando ele consegue fazer isto à perfeição, ele encontra-se então em posição de assumir o cargo de Logos planetário. Mais não é permitido dizer, e o que já foi dito é apenas um modo simbólico de expressar uma verdade básica e difícil.

O símbolo deste Caminho (e o único que é possível tornar exotérico) é uma radiante Cruz de luz colorida; o braço longitudinal é formado das sete cores do espectro solar, e o braço transversal é composto de doze gradações de cores que, por enquanto, o homem desconhece. No centro da Cruz vemos uma estrela de cinco pontas de tonalidade índigo profunda, e por trás dela um sol flamejante de cálida tonalidade azul profundo. Acima desse símbolo, encontram-se certos caracteres senzar inscritos em ouro, indicando ao iniciado o nome de uma ou outra das Escolas planetárias nas quais esta particular linha de estudo é desenvolvida. Há, como já dissemos, sete dessas escolas, e os candidatos a este Caminho, vindos do nosso esquema planetário, são transferidos para o ronda interna, e de lá para o esquema de Júpiter.

A qualidade adquirida é a visão etérica cósmica, estando a extensão da visão desenvolvida contida dentro dos sete sistemas que formam (juntamente com o nosso sistema solar) os sete centros da Vida cósmica, com a qual nosso Logos solar está aliado. Isto é às vezes chamado clarividência cósmica setenária.

Podemos apresentar aqui mais um fato interessante. Este Caminho é às vezes chamado o “Caminho do Lotus”, já que ele próprio diz respeito à construção dos lótus logoicos dos Logoi solares. As escolas preparatórias para este trabalho denominam-se, na linguagem mística dos adeptos, “campos de lótus.” O currículo é às vezes chamado o “sono do lótus”, uma vez que ele envolve uma condição de completa negação do lado forma e total abstração, provocando assim um tipo de samadhi solar. Enquanto isto ocorre, o adepto funciona numa forma, ou veículo, que é, no plano de atma, a correspondência do mayavirupa no plano da mente.

CAMINHO III. O CAMINHO DE TREINAMENTO PARA OS
LOGOI PLANETÁRIOS

Atributos visão cósmica, audição dévica e correlação psíquica.
Fonte Betelgeuse, via o signo de Sagitário.
Hierarquia a quinta.
Método identificação prismática.
Símbolo uma Cruz colorida, tendo uma estrela no centro e por trás um sol flamejante, e encimada por uma Palavra Senzar.
Qualidade visão etérica cósmica, ou clarividência setenária.

Caminho IV. O Caminho para Sírio

Dentre todos os Caminhos, este é o mais envolto pelas nuvens do mistério. A razão para este mistério somente se torna aparente para o iniciado aceito, embora possamos chegar a um indício do segredo, se percebermos que, de um modo peculiar e esotérico, o Sol Sírio e as Plêiades mantêm entre si uma estreita relação. É uma relação análoga à que existe entre a mente inferior e superior. A inferior é receptiva, isto é, está negativamente polarizada à superior. Sírio é a sede da mente superior, e mahat (isto é, a mente universal) entra em manifestação, no nosso sistema solar, através da canalização das Plêiades. É quase como se um grande triângulo de energia mahática fosse assim formado. Sírio transmite energia para o nosso sistema solar via aquela

“...Mãe sétupla incubadora, a constelação prateada, cuja voz é uma campainha tilintante, e cujos pés pisam suavemente ao longo do radiante caminho entre nossos mundos e os Dela.”

Dentro do sistema solar, há uma interessante correspondência com esta interação cósmica na relação entre o esquema de Vénus, o esquema da Terra e a cadeia de Vénus em nosso esquema.

Curiosamente, será através da compreensão do antahkarana humano, ou caminho que une a mente superior e a inferior, e que é construída pelo Pensador durante o processo da sua evolução, que surgirá a luz sobre este abstruso tema. Em conexão com o nosso Logos planetário, existe tal antahkarana, e à medida que ele vai sendo construído, ele passa a fazer parte do quarto Caminho, e permite a passagem da maioria da nossa humanidade para este distante objetivo, e isto sem obstrução. Uma pista quanto à natureza deste Caminho e quanto à razão porque tantas Mônadas humanas procuram esta particular corrente de energia, reside na correta compreensão da sugestão dada acima.

Os iniciados que palmilham este caminho são primordialmente os da quarta e sexta ordem. Como foi dito anteriormente, este é o Caminho que os “senhores da compaixão” mais frequentemente seguem, e nesta época, o Mestre Egípcio e o Mestre Jesus estão preparando-se para segui-lo. Os místicos do Ocidente que entraram em encarnação nos últimos mil anos, formam um peculiar grupo de Egos, cujo impulso está voltado para este tipo de energia cósmica. Neste sistema, eles já desenvolveram certos reconhecimentos básicos, e o “êxtase” do místico ocidental é o germe latente nele que, algum dia, desabrochará naquela beatitude cósmica para a qual nós ainda não temos um nome.

Êxtase cósmico e beatitude rítmica são os atributos do quarto caminho. Esta é uma forma de identificação completamente divorciada da consciência. Também a razão pela qual a maioria dos filhos dos homens seguem este Caminho, reside no fato de sua posição numérica. Estas unidades do quarto reino, a maioria da quarta Hierarquia Criativa, neste quarto globo do quarto esquema, num sistema solar da quarta ordem, são congenitamente impelidos a buscar este quarto CAMINHO com o fim de se aperfeiçoarem. Eles são chamados os “bem-aventurados pontos dançantes de devoção fanática.” Isto é o mais próximo que podemos chegar de uma verdadeira descrição. Eles também já foram descritos como “rodas que giram sobre si mesmas, e encontram aberta a porta para a perfeita beatitude.”

A energia do Caminho IV, vinda de Sírio, alcança-nos via o Sol. Isto precisa ser entendido como uma cortina, atrás da qual, um dos signos do zodíaco está oculto.

As hierarquias envolvidas com este específico tipo de força cósmica, ocultam-se sob os números quatorze e dezessete, e impedem o homem comum de conhecer seu segredo; porém, trazem ao discípulo aceito a insinuação necessária para produzir a iluminação.

O método através do qual o adepto se habilita para percorrer este caminho é denominado o movimento de rotação dúplice e “a dança rítmica sobre o quadrado.”

O primeiro símbolo dado ao discípulo aceito para que ele o estude, e que pode ser descrito, é uma dualidade de rodas entrelaçadas girando a grande velocidade, em direções opostas, e produzindo um todo unificado. Estas rodas, enquanto giram com grande velocidade ao redor de uma cruz de braços iguais, lançam chamas de cor azul elétrico. A cruz tem a cor alaranjada do fogo com um círculo de profunda cor verde esmeralda fulgurando no ponto central onde os quatro braços da Cruz se encontram. O simbolismo dessas cores vincula este quarto caminho ao sistema solar anterior. Naquele sistema, a influência de Sírio era mais potente do que no sistema atual.

Nada mais é possível acrescentar a isto, a não ser o fato de que a qualidade ganha pelo adepto que percorre este caminho tampouco pode ser revelada. Ele fica sob a concentrada influência da energia que está identificada com o antahkarana planetário. Não é permitido, pois, dizer qual é sua qualidade específica, porque isso transmitiria muita informação ao leitor inteligente, sobre a natureza e o objetivo de nosso particular Logos planetário.

CAMINHO IV. O CAMINHO PARA SÍRIO

Atributos êxtase cósmico e beatitude rítmica.
Fonte Sírios via o Sol velando um signo zodiacal.
Hierarquia velada pelos números 14 e 17.
Método movimento rotativo dúplice e dança rítmica sobre o quadrado.
Símbolo duas rodas de fogo elétrico, girando ao redor de uma cruz alaranjada, com uma esmeralda no centro.
Qualidade não revelada.

Caminho V. O Caminho do Raio

Este caminho é um dos grandes caminho distribuídos do sistema, e é percorrido pelo adepto que tiver uma clara compreensão das leis da vibração. Ele conduz ao plano cósmico seguinte com grande facilidade e é, por isso, chamado “a porta externa de entrada.” Como sabemos, os sete Raios que se manifestam através do nosso sistema solar, nada mais são do que os sete sub-raios de um grande Raio, o do Amor-Sabedoria. É este Caminho que a maioria dos “Mestres de Sabedoria” percorre. Do mesmo modo, muitos dos “Senhores da Compaixão” passam para o Caminho IV. Cinco oitavos dos primeiros passam para este caminho, assim como quatro quintos dos adeptos do sofrimento passam para o Caminho IV. Ao considerarem estes números é preciso ter em mente que eles referem-se a grandes magnitudes. Um quinto dos Senhores da Compaixão é um vasto número, enquanto três oitavos é um estupendo número de Mônadas. É também necessário lembrar que só estamos tratando de adeptos da quinta Iniciação, e não de iniciados de graus inferiores, nem de discípulos de diferentes graus. É inútil para o homem comum refletir sobre estes números. Eles são extremamente difíceis de ser computados e envolvem cálculos da mais abstrusa e intricada natureza. Podemos demonstrar isso indicando que desses números é preciso subtrair aqueles dois quintos que se apresentarão diante do Trono do Julgamento e serão rejeitados. Dos restantes três quintos, somente uma porcentagem que não pode ser revelada, alcançará o adeptado final, embora todos palmilhem o Caminho. Os cinco oitavos acima mencionados e os quatro quintos referem-se somente aos dois grandes grupos de iniciados asekha.

Adeptos que seguem o Caminho do Raio precisam possuir atributos que os tornem excepcionalmente responsivos à vibração. Em seu trabalho grupal (considerando todas as unidades deste Caminho como formando um Todo unificado) os resultados obtidos podem ser comparados aos de uma bússola em um navio. Eles respondem primordialmente a uma vibração básica, não através da sensação, mas sim através daquilo que é o resultado ou consequência da sensação. É uma forma de percepção que corresponde, cosmicamente, à reação que se segue quando a pele é tocada. Não é consciência, mas sim conhecimento através da vibração. Eles próprios estão identificados com uma certa vibração e somente respondem à vibração que é a correspondência superior nos planos cósmicos. Quaisquer outras vibrações são ignoradas.

É-lhes ensinado a se isolarem em si mesmos de tal forma que vibração alguma, exceto aquela que os alcança vinda da fonte cósmica do raio sintético, consegue tocá-los. Os estudantes poderão obter alguma ideia da correspondência inferior a isto ao estudarem a bússola, sua responsividade a uma certa corrente magnética, e a tendência que ela demonstra para sempre indicar o norte. Estes aspectos do quinto Caminho são o fator constituinte que, ocultamente, mantém o nosso sistema solar constantemente equilibrado em uma específica direção. Sua principal característica, ou atributo, pode ser descrita como um sentido de direção cósmica.

Podemos considerar a Estrela Polar como a fonte de energia à qual eles respondem. Não obstante, é preciso destacar que esta estrela serve somente para ocultar uma constelação que somente existe em matéria etérica. Consequentemente, permanece ignorada pelos astrônomos, embora sua influência seja extraordinariamente potente dentro do nosso sistema. Devemos lembrar também que em um outro planeta, dentro do nosso círculo-não-se-passa solar, este quinto Caminho é seguido pela maioria de seus adeptos. Os adeptos que se encontram neste Caminho, portanto, passarão para este outro esquema planetário antes de encontrar seu caminho para o Sol, e de lá, para as esferas cósmicas. Os adeptos de outros esquemas não são transferidos para o esquema da Terra como uma escola de treinamento, porque a nossa Terra não é um planeta sagrado e, por essa razão, não é dotada de uma escola específica.

A influência que emana da Estrela Polar e que é um fator tão potente no nosso sistema solar, alcança o nosso planeta via o signo de Aquário. As razões serão notadas, se o estudante se lembrar do significado da água como símbolo das emoções que são apenas a manifestação inferior do amor-desejo. Aquário é um centro de força, do qual o adepto extrai a “água da vida” e a leva às multidões. Esta força vinda da Estrela Polar, via Aquário, é de especial poder nesta época, e grande, portanto, é o dia da oportunidade. É um dos instrumentos que podem tornar possível a vinda do Grande Senhor. Ele Próprio está no quinto caminho, assim como o Manu está no terceiro, daí o estreito vínculo entre os dois caminhos, pois os que se encontram no quinto podem passar para o terceiro, e vice- versa. O primeiro e o sétimo, o segundo e o quarto, e o terceiro e o quinto são os dois lados de um todo, ou os dois aspectos de um único Caminho. Estes três caminhos, e mais o quarto Caminho, constituem dois Caminhos e os dois Caminhos são apenas um. Nada mais pode ser dito sobre este grande mistério.

As Hierarquias que desempenham um grande papel na introdução da influência polar, são a primeira e a segunda. Foi esta verdade oculta que tanto influenciou a natureza das duas primeiras raças da humanidade e o seu habitat.

Já aludimos acima ao método pelo qual o adepto desenvolve os necessários poderes para trilhar este Caminho. Podemos expressá-los como um processo de isolação elétrica e de aprisionamento de magnetismo polar. Isto é tudo que podemos dizer.

O símbolo deste Caminho apresenta cinco bolas de fogo azul confinadas dentro de uma esfera, a qual é formada por uma serpente mordendo a própria cauda e cujo corpo está inteiramente coberto com caracteres senzar. Estes corporificam o mantra por meio do qual o adepto se isola do fluxo magnético de todas as correntes, salvo aquela pela qual ele é responsável.

A qualidade que o adepto desenvolve enquanto trilha este Caminho só pode ser dada nas palavras de O Velho Comentário :

“A depressão no ponto norte permite a entrada daquilo que estabiliza, e atua como o fator de resistência àquilo que procura deter ou distrair.”

Talvez estabilidade cósmica e equilibrium magnético expressem melhor a ideia necessária.

CAMINHO V. O CAMINHO DO RAIO

Atributos Senso de direção cósmica.
Fonte A Estrela Polar via Aquário.
Hierarquia A primeira e a segunda.
Método Um processo de isolação elétrica e o aprisionamento do magnetismo polar.
Símbolo Cinco bolas de fogo encerradas em uma esfera formada por uma serpente inscrita com o mantra da isolação.
Qualidade não revelada. Estabilidade cósmica e equilibrium magnético.

Não existe modo de expressar qualquer ensinamento a respeito do sexto ou sétimo Caminhos. Tudo que podemos dizer é o seguinte:

Caminho VI. O Caminho onde Se encontra o Próprio Logos

Será evidente para todos os estudantes que analisaram com cuidado os processos mundiais à luz das leis das correspondências que, nos planos cósmicos, o Logos está desenvolvendo a visão cósmica interna, assim como o homem, em menor grau, pretende alcançar a mesma visão, no sistema. Podemos chamar a isto de desenvolvimento do terceiro OLHO cósmico. Na estrutura do olho físico, encontra-se oculto o segredo, e em seu estudo, podemos chegara alguma revelação do mistério.

Numa certa porção do olho, encontram-se o núcleo da visão e o aparelho da própria visão. A parte restante do olho funciona como uma concha protetora. Ambas as partes são necessárias, e uma não pode existir sem a outra. Assim é também no sentido cósmico, porém a analogia existe em níveis tão elevados que as palavras somente empanam e toldam a verdade. Alguns filhos dos homens, um núcleo que alcançara uma elevada iniciação em um prévio sistema solar, formou um grupo esotérico ao redor do Logos quando Ele decidiu realizar um maior progresso. Em consequência, Ele formou este sistema solar, impulsionado pelo desejo de manifestar-Se cosmicamente. Este grupo esotérico permanece com o Logos no plano atômico, ou principal plano do sistema, no lado interno, ou subjetivo, e ele, em sentido oculto, corresponde à pupila do olho. O verdadeiro lar dessas grandes Entidades encontra-se no plano búdico cósmico.

Gradualmente, e como resultado de grande esforço, certos Mestres qualificaram-Se, e outros estão qualificando-Se, para tomar o lugar dos membros originais desse grupo, com o fim de permitir que Eles retornem a um centro cósmico ao redor do qual giram nosso sistema e o sistema maior de Sírio.

Somente alguns poucos adeptos possuem as necessárias qualidades, porque esse desenvolvimento envolve um certo tipo de resposta à vibração cósmica. Significa uma especialização da visão interna, e o desenvolvimento de uma certa medida de visão cósmica. Um número maior de devas do que de seres humanos passam para este Caminho. De modo geral, estes passam para ele via a evolução dévica, para a qual podem entrar, transferindo-se para o quinto Caminho, o Caminho do Raio. Neste Caminho, as duas evoluções mesclam-se e daí podem transferir- se para o sexto Caminho.

Caminho VII. O Caminho da Absoluta Filiação

Esta filiação é uma correspondência, no plano mais elevado, do grau do discipulado que chamamos “Filho do Mestre.” É a filiação a um Ser superior ao nosso Logos solar, sobre o qual nada podemos dizer. É também o grande controlador Caminho do Karma. Os Senhores Lipika, e todos os que estão capacitados para esta linha de trabalho, e estão próximos ao Logos num sentido íntimo e pessoal, passam para este sétimo Caminho, que é o Caminho dos que estão mais chegados ao Logos, e em cujas mãos Ele entregou a condução do karma no sistema solar. Eles conhecem Seus desejos, Sua vontade, e Seu propósito, e a eles foi confiada a execução de Seus mandados. Juntamente com o Logos, eles formam um grupo especial vinculado a um outro Logos ainda mais elevado.

Estes dois Caminhos penetram em estados cósmicos de consciência tão inconcebíveis para o homem, como a consciência do Ego é para o átomo da substância. É desnecessário, e portanto inútil, estendermo-nos sobre estes estados tão elevados.


Notas:
35 Os estudantes devem cuidadosamente distinguir em suas mentes entre estes sete Caminhos cósmicos e os sete Caminhos dos Raios nos quais toda a humanidade se encontra e que já foram abordados antes neste Tratado. Como já vimos, os caminhos dos sete raios tornam-se três quando as unidades dos quatro raios menores se fundem em um dos três raios maiores. Estes três formam o raio sintético de Amor-Sabedoria quando os filhos dos homens tiverem recebido as Iniciações sistêmicas finais. Quando esta etapa é alcançada e os homens compreendem a unidade do sistema solar, não teoricamente, mas também como uma realidade prática com a qual eles já se tenham identificado, então surge em suas consciências algo que transcende completamente essa consciência e que somente pode ser expresso pela limitadora palavra identificação. Esta identificação é um processo cósmico, não sistêmico, e é, ele próprio, de natureza sétupla. Na falta de um melhor termo, chamamos este processo de Caminho sétuplo cósmico.

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